Piores vídeos de namoro

Me relataram ser vítima de um estupro e não sei o que fazer

2020.10.06 12:20 internalerrorfixed Me relataram ser vítima de um estupro e não sei o que fazer

Trabalho em uma farmaçia e parte do meu trabalho consiste em atender fornecedores pelo telefone. Há 27 dias eu atendi uma ligação, sempre bem educado, e a vendedora depois falar o "script" dela, perguntou minha data de nascimento e acabou pedindo meu contato pessoal. Resolvi passar porque não tinha motivos para não fazer. Talvez era alguém querendo algum tipo de ajuda, dúvida, e que ali na hora não queria perguntar ou estava com vergonha. Mas achei muito estranho perguntarem a data de nascimento, nenhum vendedor nunca fez isso.
Quando cheguei em casa lá estava um áudio com uma voz muito mais linda do que eu lembrava no telefone, comecei a conversar só pra saber o que a pessoa queria. Não tinha foto no perfil, sou feio e tenho vergonha de mim mesmo, mas ela queria saber como eu era. Sempre desconfiado, porque não me perguntava nada, não falava do trabalho, só parecia querer conversar mesmo. E eu conversava, escutava, enviei uma foto. Ela sempre mandava foto, vídeo indo caminhar, dirigindo, voltando da igreja, tudo numa boa. Uma pessoa linda, até demais, pra estar interessada em mim.
Continuo desconfiado, vou atrás de redes sociais, vejo que está participando até de concurso de beleza, crio expectativas mesmo sabendo que não tenho nada a oferecer. Lá vi que faltava poucos dias para o aniversário dela, no dia do aniversário dela espero dar meia noite, mando um vídeo todo envergonhado parabenizando ela, tenho problemas de autoestima então fica tudo bem cringe.
Ai ela começa dizer que queria me conhecer pessoalmente, me liga perguntando se pode vim na minha cidade (moramos há 160km de distância mais ou menos), mas estava tudo acontecendo muito rápido, peço pra ter calma, pra irmos nos conhecendo melhor, até porque até esse ponto as conversar eram bem casuais, eu pouco sabia sobre ela.
Ela saiu com a mãe dela pra comemorar, me manda foto e vídeo com a mãe dela, mas depois relata que achou que seriam só elas duas, mas que a mãe chegou com um rapaz e que ela não gostou dele, diz que "ele tá me testando", pergunto que tipo de teste e ela não responde.
Depois ela comenta que estava muito triste e só queria que eu estivesse lá pra poder dar um abraço nela no dia do aniversário, que tinha sido horrível sair com a mãe, que segurou choro a noite toda, que ela só queria me conhecer no dia do aniversário dela mas que parecia que eu não tinha gostado da ideia. Ai eu abaixo a guarda e crio expectativas, passo a conversar de uma forma mais carinhosa.
Pergunto sobre relacionamento e ela diz que terminou há pouco tempo, mas já estava há um tempo querendo terminar, e não dá mais detalhes. Volto a fuçar as redes e descubro que o intervalo entre o fim de um namoro de 2 anos e começar a conversar comigo é menos de 2 semanas. Volto a ficar triste e desconfiado por ser o consolo de alguém que só quer um relacionamento rebote, e que provavelmente depois de ajudar e reerguer essa pessoa, ela vai só virar as costas e voltar pro ex, que é bem mais bonito do que eu. Mas como ela sempre elogiava meu bom humor, minhas boas sacadas, acabo acreditando nessa de que talvez caráter e conteúdo se sobressaia.
Nesse ponto já estávamos conversando há umas 2 semanas, tentando encaixar uma data no final de semana pra nos conhecermos. Marcamos então para 3 de outubro, eu iria na cidade dela, 160km numa CG 150 pra conhecer alguém da internet numa cidade que nunca fui. Conversamos todos os dias por ligação, ligação de vídeo, falando sobre vida, trabalho.
Faltando 5 dias pra data que combinamos, numa ligação, ela me diz que alguém do trabalho dela arrumou alguém pra ela sair e ela aceitou, mesmo sem nunca ter conhecido a pessoa, disse que sentiu nojo, mas saiu. Beleza, racionalmente falando ela está solteira e faz o que quiser da vida, mas sinto uma falta de respeito do caralho fazer isso.
Ai eu comento sobre ela no trabalho, de forma bem rasa, e começam as histórias de pessoas que sumiram, foram roubadas, abusadas nessas de conhecer alguém pela internet. Decido investigar mais. Facebook, instagram, tiktok, facebook de todos os familiares, irmão, tio, primo, prima, mãe. Vejo que já foi casada (encontro um processo de divórcio) e que o requerente em questão foi o ex-marido. Nessa, já vejo que nos últimos 4 anos ela se casou, ficou 2 anos casada, separou, já engatou um namoro de mais 2 anos e menos de 1 mês depois já está me chamando de amor. Isso aos 24 anos de idade.
Desanimo total, decido parar de conversar e puxar assunto, levo muito a sério relacionamento e ela parece só querer aventuras. Sexta, sábado e domingo se passam. Sábado é o dia que eu iria lá. Ela nem questionou se eu iria ou não, parece não fazer muito caso, fico feliz, era o que eu queria, só me afastar e esquecer ela.
Ontem no horário do almoço dela, me manda uma foto com a cara inchada e de choro. Escrevo um texto dizendo pedindo desculpas, falando que tinha investigado a vida dela e dos familiares por medo de ir lá e acontecer alguma coisa, mas que não daria certo, que tenho coisas pra resolver antes na minha vida, mas que gostava dela, desejo sucesso e felicidades, algo pra terminar na amizade mesmo, num clima bom.
Ela responde que gosta da minha sinceridade, mas que nunca tinha pedido pra eu ir lá, e que o motivo do choro dela era algo muito pior que tinha acontecido domingo, que não conseguiu dormir, acordava chorando e gritando e pensou em me ligar, mas que bom que não tinha feito isso porque eu não me importava com ela. Que se eu fosse bom em investigar, que encontrasse quem seguiu, violentou sexualmente e bateu nela.
Ai eu desmontei, dor na barriga, tremedeira, ânsia de vomito, não sabia o que falar, aliás estou sentindo isso agora só de escrever e lembrar. Olhava pra tela do celular e não sabia o que digitar, só pensava nela sozinha em casa podendo fazer alguma besteira.
Eu jamais imaginaria que algo assim tivesse acontecido, mas ai já era tarde, ela só sabia falar que eu não me importava com ela, que era melhor assim mesmo, me afastando, e eu querendo demonstrar que mesmo não querendo um relacionamento, me preocupava sim com a vida de outra pessoa. Começou a falar que está cansada de ser julgada, que antes estava em um relacionamento abusivo, que hora eu era muito legal, mas hora eu julgava ela demais, que não era pra ter pena se nem intenção de conhecer ela eu tinha e que só queria uma amizade sincera.
Pergunto se ela está bem, se está com alguémm, responde que está em casa com medo, sozinha, com medo de ir trabalhar. Pergunto se ela conversou com alguém sobre isso e diz que não, falo pra deixar eu pelo menos escutar ela, que poderia falar o que fosse e eu ia dar suporte para o que precisasse, só que ai ela volta a discutir sobre eu parar de falar com ela, que não tinha motivo pra confiar em mim e que eu não gostava dela.
Confesso que usei de chantagem, que se não falasse comigo eu entraria em contato com a mãe e/ou irmão pra contar aquilo que ela estava me falando pra poderem ajudar ela, que se eu não conseguisse ajudar, iria encontrar alguém que consegue. Meu maior medo nesse momento era dela fazer alguma besteira, suicídio ou me bloquear e sofrer sozinha. Já estava procurando sobre o que fazer numa situação dessas na internet, o que falar, o que fazer, mas é tudo resumido em não culpar a vítima (óbvio, nunca faria isso) e escutar, mas como escutar alguém que não tem mais vontade/confiança de falar com você?
É isso, não sei como/o que/quando/quem falar, se acredito nisso ou não. Só quero o bem dela, mas não sei o que é o certo a se fazer. Jamais me perdoaria de "abandonar" alguém numa situação assim, mas sei que eu não sou a pessoa certa pra ajudar, que a família seria a melhor opção. Preciso de ajuda.

Update: ela disse que conversou com alguém do trabalho e essa pessoa marcou médico pra ela. Elogiei, disse que era bom que ela conseguiu conversar com alguém, e que seria ótimo também ir na delegacia da mulher pra relatar o crime. Enviei o link do CVV - Centro de Valorização da Vida, disse que lá ela teria pessoas mais instruídas pra conversar, de forma totalmente anônima e que iriam ajudar ela se precisasse. Terminei com um "boa noite". Ela respondeu com um "Obrigada" e "Boa noite". Considero minha parte feita, não vou mais mandar mensagem. Sendo verdade a história do estupro, ela agora vai receber ajuda de quem pode ajudar mais do que eu. Sendo mentira, conseguiu estragar um dia da minha vida me sentindo mal e quase vomitando de ansiedade, mas vou sobreviver e ter história pra contar, e até evitar futuros problemas semelhantes.
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2020.09.18 19:01 HappyPressure8291 Razão ???

Então, recentemente eu e meu namorado temos desgastado bastante a relação com discussões relacionadas a insegurança, paranoia e etc. E penso que por agir muito pelo emocional, eu acabo sendo a mais imatura da discussão, não é fácil lidar com isso, pois essa imaturidade atinge muito mais a minha pessoa, visto que ele super compreende eu estar sendo emotiva e achar que não aconteceu nada de mais. Um exemplo bem prático disso é o fato de ontem termos discutido e ele foi dormir tranquilo e falando que me ama mesmo eu super brava e pedindo pra ele tirar a foto de perfil e aceitar que vamos terminar por que não tem muito o que se fazer, enquanto que fiquei a madrugada toda pensando em muita coisa e fazendo testes de insegurança, de saber se o parceiro é traíra. Bom depois de tudo que eu disse acima, já devem imaginar quem é o mais inseguro da relação, ah também sou a paranoica(óbvio) e sou para a surpresa de quase ninguém. Muito ciumenta, e foi por esse motivo em especifico que brigamos, eu não consigo ver esperanças na minha evolução, e sinceramente, o que era um ciúme normal é que tá evoluindo pra outras coisas piores(possessão e etc. ), talvez por que tenho andado mais emotiva que antes nessa pandemia(no qual muita coisa ruim tem acontecido na minha casa) não sei... Mas fiz essa postagem por que estou muito indecisa racionalmente sobre uma questão. Uma amiga nova chegou na área, que na verdade já era colega a algum tempo, mas só agora que essa amiga terminou o namoro eles conversam com certa frequência e bastante intensidade(fotos, memes, vídeos, fofoca, conversa sobre a vida), incluindo muito esforço da parte dela para manter a amizade com ele. Engraçado é que acabei me envolvendo com ela também, ela é uma ótima pessoa, mas mesmo assim me sinto muito insegura, sei que ela tem outras pessoas na vida dela, mas não entendo a insistência em ser nossa amiga, pois nem parece que ela gosta mesmo de mim, e o meu emocional com certeza afirma que ficaria muito feliz com o termino da amizade entre eles. Mas racionalmente sei que isso é muito abusivo, eu controlar algo que eu nem deveria. Mas para frisar minha insegurança, tenho que dizer que me assusta muito quando ela diz coisas como ''eu me apoio na amizade com um cara e acabo gostando dele, sempre fiz assim, supri minha carência com outros caras'' isso é ameaçador pra mim sabe?... Eu só consigo imaginar nela vendo o quanto meu namorado é um cara bacana e acabar gostando dele e tende real motivo para não gostar de mim e só me manter por perto por falsidade sabe?. O que aconteceu com ela no termino do namoro não desejo a ninguém, ela ainda tá muito confusa, e eu queria que ela não se sentisse assim e de certa forma culpada, então no começo até apoiei bastante a amizade dos dois, falava pra ele perguntar se ela tá bem, tentar distrair ela... me arrependo disso, eu não devia ter responsabilizado ele por algo que eu mesma poderia ter feito por ela. Mas eu queria que ela se sentisse acolhida por nos 2, e acho que é assim que ela se sente agora, mas não posso negar que ainda vejo como ameaça, não sei, talvez ela tenha mudado o suficiente para não ficar mais querendo depender emocionalmente de alguém assim... mas vai saber? isso nem é algo tão ruim quando esse alguém tá disposto a te ajudar de verdade a se sentir segura e tals. Foda é que eu não consigo estudar, pensando que vou passar muito tempo fora e que ele vai tá tão envolvido com ela, por que coincidentemente ele tava no seu intervalo de estudos, e acabou compartilhando opiniões parecidas com ela e etc... sla... muita paranoia pra descrever aqui, mas eu realmente não sinto que estou pronta pra aceitar essa amizade. Ele e ela, que eu conheço bem, combinam mais do que eu e ela ou eu e ele(ele é mais amigo dela). No jeitinho de ser, de acreditar nas pessoas, pensar o melhor delas kk. Eu não sou assim vey... já sofri demais com as pessoas pra isso, inclusive da parte desse namorado, coisas parcialmente superadas, mas que a gente ignora, e que, desde que não aconteça de novo, da pra manter a relação. Resumindo, essa gama de defeitinhos meus, me fazem ter certeza de que eu só tenho algumas poucas soluções racionais pra isso tudo, vou listar 3: 1- Continuar próximo dos dois(por que longe eu já não consigo aceitar gst dos 2, n qro parecer um monstro, só sou humana sabe: imperfeita, cheia de problema, depressiva, ansiosa, to carente e etc kkk) e me esforçar(mesmo que doa muito) pra acreditar(mesmo que seja difícil demais) que eles só serão amigos mesmo; 2- terminar o namoro e desejar muita felicidade pra ambos que foram meio que motivo do termino, juntos ou não e 3- fazer que ele se distancie dela por tempo indeterminado, mas se possível bem breve(gosto que ele tenha amigos, isso faz ele feliz), até que eu pense melhor sobre tudo, sem que eu precise me distanciar dele que é a pessoa que eu mais amo, alias a distância entre ela e eu nem é uma opção, mas pode ser sim consequência, só que de fato eu até gosto de compreender o significado que ela tem na vida das pessoas ao redor dela e vejo isso conversando com ela, o que é bom, já que meu namorado é um pouco sonso ao me dizer o que ele acha que ela significa pra ele, ele diz: ''não sinto nada'' mas até eu não consigo dizer isso aí. Sinto compaixão por ela, carisma da parte dela, simpatia e etc. Mas vale lembrar que tenho um pouquinho de medo, por que acho ela muito melhor que eu, só por ter essa essência e ela auto afirmar as vezes que consegue conquistar qualquer um com boa conversa, é mais ameaçador ainda, e pode ser bobo mas por mais que no começo eu achava fofo agora comentar ''que casal fofo'' e coisas similares a ''meu casal''(Vitão 2018), me causa pavor, kkkk brincadeirinha kkk. Raiva tenho também, mas só dele mesmo, por ser sonso a ponto de dizer também ''que tal nos usar essa metadinha de 3 com ela?''. AFF do nada, num momento nosso qnd estamos vendo fotos juntos e umas metadinhas DE CASAL pra usarmos. Na verdade, se eu não fosse tão insegura até que seria uma boa ideia, mas qualé, ele sabe como sou... acho que me desrespeitou nesse sentido, de ver que eu tava me esforçando pra não falar dela, pq sempre acabo desgastando muito a relação cm muita paranoia, e ele ir e falar dela, me deixa pensativa e séria de novo, pra compensar ele concordou com essa terceira opção minha ''3 fazer que ele se distancie dela por tempo indeterminado, mas se possível bem breve''. Que sinceramente seria a que mais me deixaria feliz, e aí gente, acham que se eu repensar, consigo equilibrar melhor a razão e a emoção? e talvez ache uma opção mais sensata do que essa última. Acham que estou sendo ciumenta em excesso? e que eu devo me responsabilizar sozinha(msm ele sendo um fator pra minha insegurança) por isso, não terminando mas dando um jeito. ME AJUDEM! EU QUERO SER UMA BOA PESSOA, sem isso eu não me sinto mais nada nesse mundo e posso querer acabar com tudo logo(eu sei que preciso de terapia), por que só vejo sentido naquilo que tem sentimento e minha vida se resume muito a ser boa pra ele, alguns amigos e pro meu doguinho que ele prometeu cuidar caso algo aconteça comigo. :) ''Por que não vou ao psicólogo? bom, não tenho grana, simples. Desde já agradeço a pessoa que ler esse texto enorme, tentei ser bem objetiva e clara sobre tudo, espero que tenham compreendido.
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2020.09.16 14:29 brigaxxx ME AJUDA, NÃO CONFIO NA MINHA NAMORADA

Bom, vamos aos fatos. A HISTORIA É GRANDE DESCULPA!
Tudo começou quando minha ficante (que ja morava em outra cidade, porem não tão longe) se mudou para uma cidade a mais de 10 horas de distancia, um tempo depois que conseguimos se visitar começamos a namorar. Ela saia muito com as amigas do trabalho e havia feito um amigo que eu ja não gostava muito, um dia eu fui para uma festa nessa cidade com ela, com esse amigo (que eu sentia maldade nele) e outro conhecido dela, esse outro ficava me olhando diferente e falando umas coisas para sacanear e eu como não abaixo a cabeça tirava com ele também (essa parte da historia vocês vão entender no final).Quando acabou o contrato de trabalho dela, ela voltou para a cidade onde começaria a fazer o mestrado, la era onde ela tinha boa parte de amigas e amigos. No dia em que ela chegou na cidade ela fez um vídeo pro insta dando um shot e dizendo que estava com saudade da cidade, nisso no whats ela me mandou uma foto dela para dizer que estava tudo certo e tals, eu a elogiei bastante e ate esse momento do nosso relacionamento eu não tinha paranoia nenhuma. Quando chegou o final de semana para nos se vermos eu comecei a fuçar o celular dela pois sabia que ela conversava com um guri que ela ja conhecia a 6 anos e ja havia ficado com ele algumas vezes e eles as vezes estava na cidade. Foi quando eu vi a mesma foto que ela mandou para mim no dia do shot, ela mandou para ele! nisso embaixo estava escrito que ela queria que ele estivesse em lages. em uma briga futura comecei a jogar na cara dela essa intimidade deles que eu não gostava e tal... e alguns meses depois quando fui olhar a conversa deles estava apagada, porem eu sabia que eles haviam conversado... eu cobrei ela e ela sempre falando pra eu não me preocupar... Um dia estávamos na praia e eu estava usando o celular dela para usar a câmera, quando veio uma mensagem de um cara (q eu n conhecia) com apenas escrito na mensagem ''vou quarta-feira'', porem o resto da conversa não existia, foi uma mensagem aleatória, porem bem estranha, na hora ela estava deitada e eu fiquei muito puto achando que ela estava combinando com o cara, cobrei ela ela chorou e jurou pela família que não falava a anos com esse cara porem já havia ficado com ele no passado (q era outro amigo dela). Quase terminamos eu estava muito mal e minha paranoia só ia aumentando, então botei ela na parede e comecei a vasculhar tudo no whats, foi quando eu vi que uma vez, na primeira cidade do trabalho ela havia saído com esse amigo que eu sentia maldade sem me falar porem nesse dia ela falou q ia com uma amiga e não com ele, ela falou que ele chamou ela e como ela já ia chamou ele mas nem me avisou isso foi estranho eu já estava mais mal ainda, brigas aumentando eu paranoico ate que terminamos e voltamos a um tempo agora. Porem ela não fala mais com aquele amigo da foto, esses outros estão todos bloqueados e tal pois eu meio que larguei pra ela q preferia isso e foi feito. ela continua dizendo q nunca me traiu e o pior q eu não tenho prova, so situações estranhas sabe? A ultima coisa que achei foi o cara que era amigo do da cidade de longe que estava no carro sabe? ele dando moral pra ela e ela também dando moral porem nessa época não namorávamos e quase certeza q pela conversa rolou algo, mas ela diz q nunca ficou com ninguém depois que começamos a ficar. Atualmente estou tentando esquecer td porem ta muito difícil parece que só piora e eu só me maltrato pensando e não sabendo oq fazer pois quero confiar sabe? O pior de tudo é que a pessoa que ela é não aparenta ser uma pessoa q trairia. Isso tudo rolou nos nossos 2 anos de namoro, fora alguns detalhes que se eu contar vai ficar muito grande. Preciso da ajuda de vocês, gostaria de saber se devo confiar ou o que devo fazer pois estou sempre cobrando ela de algo e demonstrando um ciume, não posso ver ela no insta q ja fico pensando merda, e querendo cobrar ela ou coisa do tipo... e eu a amo mas ta foda... Eu me senti humilhado ao ir em uma festa que 2 caras ela conversava, um ela deu moral o outro saiu com ele sem eu saber e eu sem saber nada inocente lá...
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2020.09.06 14:17 DemonFranco É possível mesmo duas pessoas se relacionarem de forma PURAMENTE sincera?

Até os 18 anos (hoje tenho 22) eu fui extremamente introvertido, com pouquíssimo contato com a realidade do mundo. Desde moleque desenvolvi uma vontade muito forte de ter aquele clássico relacionamento vitalício (não perfeito, mas no mínimo sincero e recíproco) que se vê em filmes de romance ou animes tipo Naruto. Na verdade, lá no fundo, ainda tenho essa vontade. Mas essa vontade foi minha perdição, pois dediquei demais à pessoas que não estavam dispostas a fazer 5% do que eu estava.
A primeira decepção foi com, claro, meu primeiro amor: nunca amei tanto alguém como amei aquela garota. Fiz de tudo pra me aproximar dela, fui até em sua casa pedi-la em namoro, e o pior é que ela aceitou sem me desejar. Passamos 2 anos nos "relacionando" sem um abraço sequer e com conversas vazias, até chegar o dia em que ela decidiu ser sincera (hoje eu vejo que tudo era bem óbvio, mas minha introversão tinha me tornado muito inocente). Logo depois arrumei uma webnamorada, com quem namorei por foto e vídeo até conseguir um emprego aos 19 e conseguir visitá-la: perdi 4 dias de trabalho sem atestado, quase fui demitido e viajei SOZINHO pra São Paulo mesmo sendo que não saía pra jogar bola na rua. Finalmente, então, perdi meu bv e minha virgindade. Apesar de que voltei pra casa feliz e realizado com a nova etapa do relacionamento, a mesma terminou comigo uma semana depois, com desprezo e raiva em suas palavras e até hoje não entendo porquê. Vida que segue, comecei a me socializar mais, ir em festas, conhecer novas pessoas, e na própria empresa em que eu trabalhava conheci uma garota que me admirava por minha espontaneidade. Ela também era muito introvertida, vem de uma família evangélica extremamente violenta e ríspida, então eu senti que poderia "salvá-la" mostrando os prazeres do mundo fora da caixa do preconceito. Sempre deixei claro a ela que gosto de tudo o que o cristianismo lhe ensinou a fugir: bruxaria, cannabis, liberdade de expressão, etc. Logo, desde o início estávamos cientes de que nada seria fácil, mas eu estava disposto a enfrentar tudo aquilo e muito mais, inocentemente acreditando que isso a inspiraria a fazer coisas parecidas por mim. Engoli muitos absurdos retrógrados vindo de sua família e fingi com todas as minhas forças ser alguém que não sou (algo que desprezo e talvez não tenha feito muito bem), resistindo por "Só mais alguns anos, e vamos sair daqui". Bom, acontece que todos os meus estímulos liberais incentivaram ela a descobrir que é lésbica - e por mim tudo bem, de verdade. O problema foi que ela omitiu isso até o último dia, fingindo estar tudo bem e ainda alimentando nossos projetos futuros. No dia do término, eu fui em sua casa porque ela estava estressada, na intenção de melhorar o mínimo que fosse do seu dia. Ela me deixou ir embora pra terminar por mensagem do Facebook de sua mãe; insisti pra ela pelo menos falar o que tinha pra falar me olhando nos olhos, mas ela me tratou como se fosse um qualquer e realmente não queria nunca mais me ver.
Até então essa é minha história amorosa, mas eu também contei demais com amizades e todas (exceto uma) me decepcionaram. Comecei minha vida social com dois de meus primos (um deles é a mencionada exceção), mas o outro simplesmente se afastou de nós sem razão aparente - isso foi frustrante pra mim porque eu gosto muito dele e de seu irmão, mas nunca foi recíproco. Depois disso conheci o cara mais problemático que já passou na minha vida: 100% egomaníaco, repleto de defeitos gritantes que qualquer um com um pouco de amor próprio não investiria sua saúde mental para suportar. Mas eu, trouxa, fui diferente. Aguentei todos os seus absurdos, surtos sem sentido, falso senso de superioridade, ego frágil e invejoso, ciúmes até da minha ex (sim, hoje eu sei que ele gostava de mim mais que como amigo), enquanto via seus outros conhecidos pouco a pouco se afastarem dele. Ele foi o primeiro """""bruxo"""""" (entre muitas aspas porque a prole só sabia o que tinha pesquisado no Google e lido em revistas de banca) que conheci e, como eu valorizo muito conhecimento esotérico e não sabia de nada quando o conheci, confiei em todas as suas palavras e atitudes. E continuaria assim, se ele não tivesse tentado me agarrar enquanto fingia estar incorporando minha deusa-mãe. Na cabeça dele era um pretexto perfeito, já que essa mesma deusa está relacionada ao sexo e eu sou bi. Mas, sério, nunca vi alguém com tanto sex appeal negativo quanto esse cara. Simplesmente parei de conversar com ele, não dei satisfação alguma porque ele sabe muito bem o que aconteceu. Mas seu ego frágil não deixou isso barato: hoje eu passo na rua e todos os amigos que tínhamos em comum nem me cumprimentam mais, e de longe olham torto ou fingem que não me viram. Coincidência? Acho que não. Agora, em tempos de quarentena que está ainda mais difícil conhecer pessoas novas e criar qualquer tipo de relacionamento (como se já não fosse um desafio pra alguém que cresceu introvertido), me sinto sozinho e essa infelizmente é a melhor opção pro momento. Mas eu não quero deixar minha vontade morrer: quero de verdade dividir uma vida com alguém, compartilhar histórias que só nós vivemos, entender o que ela pensa só de olhar nos olhos. Isso é utópico demais? Será que ainda tô vivendo nos meus 17 anos?
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2020.08.18 09:49 Old-Philosopher-kun Acabei de descobrir que fui traído e isso me destruiu

Bom, no fim do ano passado eu comecei um namoro com um rapaz que vou chamar de Jonas. Eu e Jonas nos conhecemos pela internet no Tinder da vida e era tudo mil maravilhas, não tinha o que reclamar do relacionamento, era tudo absolutamente perfeito, nós sempre íamos para shoppings ver filmes e caminhar na praça. A gente sempre gostou de conversar sobre tudo até que num dia surgiu o tema banheirao do nada (pra quem não sabe o que é isso, é uma prática que alguns gays fazem que consiste em ir em banheiros públicos se encontrar casualmente com homens desconhecidos para fazer coisas não apropriadas se é que me entende) e ele disse que sentia nojo de tal prática e que jamais faria uma coisa dessas, eu compartilho do mesmo sentimento então concordamos 100%. 3 meses de namoro depois não foi dando muito certo, a gente não sentia mais o mesmo e decidiu encerrar o relacionamento pois havia resfriado, mas tudo no maior respeito e maturidade, foi uma conversa bem tranquila. Hoje mais cedo lá pelas 11h da noite eu estava navegando pelo Twitter e vendo perfis de alguns gays aqui da cidade, até que chegou nos perfis NSFW, tudo bem né, tava olhando pq ninguém é de ferro né e de repente me deparo com um da qual a foto não me era estranha, então abri... pior decisão da minha vida, ao ver os nudes eu logo reconheci, mas não queria acreditar então continuei rolando em busca de algo que provasse o contrário, afinal pode ser alguém parecido mas então vi os nudes que ele mandava pra mim enquanto namoravamos que eu jurava que era pra mim, e além disso tinha VÍDEOS dele fazendo coisas no banheiro e a data coincidia com o período em que namoramos.... isso me destruiu completamente, até porque eu confiei nele, fiquei desde aquela hora na cama sem conseguir dormir, sentido um aperto enorme no meu peito, chorando e tremendo, eu estava tremendo muito mesmo que não estivesse frio, os tremiliques já passaram e já consegui forças para me reerguer.... estou fazendo esse desabafo porque não estou sabendo como suportar isso... todo mundo que conheço está dormindo já que são 3:50 da manhã... tô vendo que vou estar um completo lixo na faculdade amanhã.
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2020.08.17 05:18 DemonFranco Vivi por 20 anos preso em minha própria melancolia.

Olá, comunidade do Reddit! Esse é meu primeiro post aqui :) Meu intuito neste, especificamente, é conseguir pelo menos um pouco de calor humano (metaforicamente, claro) pois sinto que minhas feridas nunca foram cicatrizadas, desde a primeira delas.
Bom, pra começar minha história: minha infância foi marcada por conturbações no casamento de meus pais. A diferença de personalidade dos dois gerou brigas cada vez mais pesadas e incontroláveis. Chegaram ao ponto que já não existia mais companheirismo e meu pai começou a beber e trair minha mãe. Me recordo vividamente de cenas terríveis, como ele estar horas no banho a horas e quando entro pra ver se está bem, na verdade ainda estava de roupa e dormindo no chão molhado. Ou até momentos de alteração violenta onde, por medo, eu me trancava no quarto e ficava debaixo da coberta até o dia seguinte depois que ele saía pra trabalhar. Nunca fui violentado fisicamente (minha mãe, infelizmente, sim), mas acho que meu pai estava tão perdido dentro de si que esqueceu que tinha um filho, então eram raras as vezes que sequer trocávamos olhares ou palavras, e quando acontecia era frio e passageiro. Pra tornar tudo ainda mais tenso, nossa situação financeira nunca foi boa: vivíamos peregrinando entre aluguéis mais baratos, acumulando prestações não pagas e até mesmo alimento chegava a ser escasso. Minha válvula de escape eram meus avós, que moravam na mesma cidade e sempre me acolhiam com mimos. Meu avô, entretanto, morreu quando eu tinha 9 anos e isso foi um impacto enorme que passou despercebido: minha avó entrou em uma depressão que foi negligenciada até o ano passado (2019), quando finalmente tomou a atitude de visitar um psiquiatra e foi diagnosticada. As brigas entre meus pais cessaram, mas isso foi ainda pior pois os problemas que já existiam continuaram a crescer em silêncio. Eu não recebi diagnóstico algum, até porque sempre fugi dos psicólogos em que me jogavam, mas o efeito também foi claro em mim: emagreci quilos em semanas, já não tinha mais vontade de fazer a mais simples das tarefas como cortar cabelo ou sair na rua, me tornei cada dia mais introvertido. Alguns anos depois, meus pais enfim se separaram, mas antes me deram duas irmãs e um irmão (as únicas pessoas a quem posso dizer com sinceridade sentir amor incondicional). A esse ponto, eu me vidrava em videogames e mentia pra mim mesmo sobre a realidade que eu vivia e não queria aceitar.
Essa foi, digamos, a "primeira temporada" da minha história. A segunda foi marcada pela péssima e mal executada decisão de me declarar a uma garota por quem, desde moleque, fui apaixonado, mesmo sendo que não tínhamos nem amizade. Tudo o que eu tinha era um sentimento inexplicavelmente forte, e nenhum tipo de habilidade social pra sequer chegar nela com um simples papo agradável. Porém, ela aceitou meu pedido de namoro. E isso me destruiu, porque na verdade ela queria dizer não, só não disse por """"medo de me magoar"""" e revelou isso depois de 2 anos me iludindo com histórias do tipo "meus pais não me deixam namorar, tenho que focar na escola", etc. Enfim segui minha vida tentando, sem sucesso, superá-la. Felizmente, apesar de introvertido, dois de meus primos viraram meus amigos próximos e isso me ajudou a segurar todo aquele peso de sentimentos que eu não compreendia e mal sabia que tinha. Vivemos anos sendo os nerdolas da escola, sempre juntos e com mais ninguém, até que um desses primos se incomodou com esse estilo de vida (e com razão) e começou a fazer novas amizades; eu e meu outro primo resistimos a isso, o que o separou da gente. Continuamos sendo introvertidos até o penúltimo ano da escola, quando ele também se afastou de mim aos poucos sem razão aparente (hoje, depois de conversarmos, eu sei que era porque não tínhamos mais muito a ver como antes). Meu outro primo, agora extrovertido, se adequou à grande turma da escola facilmente e não demorou pra ficar popular - felizmente pra mim, isso não subiu à cabeça dele e continuamos ótimos amigos até hoje. Ainda nessa época, conheci na internet uma garota de São Paulo que, com uns bons meses de conversa, acabou desenvolvendo sentimentos por mim; eu, carente e introvertido, abracei isso com todas minhas forças e namoramos virtualmente, com vários vai e volta, durante 3 anos. Apesar de que eu me sentia melhor em ser desejado por alguém, essa garota também tinha sérios problemas com depressão e no final só puxamos o pior um do outro. Minha única conquista nessa época foi meu primeiro emprego, da onde tirei dinheiro para ir visitá-la.
E é aqui que eu considero ser a "terceira temporada". Viajei pra SP e passei quatro dias junto com a garota que por 3 anos desejei somente por fotos e vídeos. Mas quando voltei pra casa as coisas já não eram as mesmas: ela só me dava respostas evasivas e ríspidas, parecia até mesmo ter raiva de mim, sendo que, em minha visão, tínhamos conquistado outro nível em nosso relacionamento. Mas ela obviamente não pensava assim e terminou tudo com a seguinte frase: "Estou tirando as pessoas tóxicas da minha vida". Foi esse o estopim pra eu decidir ser extrovertido e começar a viver fora de meu quarto, e eu tive resultados rápidos: fiz novas amizades e até comecei um novo namoro, agora presencial com uma garota que realmente me admirava. Porém, fui perceber tardiamente que pouquíssimas dessas amizades me faziam bem - a mais danosa delas foi a de um feiticeiro três vezes mais problemático do que eu. Como sempre fui uma pessoa muito compreensiva e aberta, relevei seus defeitos gritantes e mantive a ''amizade'' pelo conhecimento esotérico que ele passava (por mais que grande parte deste conhecimento fossem delírios de grandeza de um feiticeiro egomaníaco). Depois de dois anos meu próprio corpo começou a recusar a presença desse sujeito, que insistia sempre em me acompanhar mesmo quando não era conveniente: comecei a ter constantes dores de cabeça quando estava em sua presença, meio que como um aviso do que já era óbvio: aquele cara não prestava. Aos poucos comecei a me aproximar mais da minha namorada e outros amigos como método de me afastar do sujeito, e curiosamente (ou não...), essas pessoas foram abruptamente saindo da minha vida, incluindo minha namorada (agora ex), que era a pessoa em quem eu mais confiava e me dedicava. Ainda inocente e o chamando de amigo, nunca imaginaria que ele poderia ter relação com tudo aquilo, mas não parou por aí: depois que a poeira abaixou e eu consegui superar toda aquela maré estranha de azar, ele ainda usou o nome de minha deusa pra me iludir e usar meu corpo (sendo essa deusa relacionada ao luxo e ao sexo, era um contexto perfeito pra ele). Eventualmente descobri que não fui sua primeira vítima, e toda a imagem de sacerdote sábio que ele outrora passou, do dia pra noite, virou nada mais que um charlatão desesperado. Essa foi a separação mais problemática de todas que eu já tive, pois enquanto eu me afastava cada vez mais, o ego ferido do sujeito nunca deixaria tal afronta passar em branco, e recebi cargas de energia pesada nos meses seguintes. 2019/2020 caprichou muito bem no quesito de desgraças, pois minha mãe, extremamente cabeça dura e ignorante, agora se recusa a trabalhar fichada mesmo sendo que tem três crianças pra sustentar, meu pai passa por cirurgias seríssimas pois contraiu câncer maligno no fígado e isso não deixou de atingir minha vó ainda viva, que tem problemas de coração e toma mais de 300 remédios por mês (palavras dela).
E agora aqui estou eu, solteiro, enganado pela maioria daqueles que chamei de amigos, com uma provável depressão mal resolvida e uma família abalada desde os primórdios de meu nascimento. Felizmente não tenho problemas com autoestima, o que já ajuda muito, mas ao mesmo tempo não tenho motivação em fazer nada que não seja sonhar com uma vida simples, leve e longe de tudo daqui. Hoje, especificamente, está sendo um dia difícil pois minha ficha caiu e tomei consciência da minha situação - chorei muito, escondido. Mas decidi fazer algo a respeito por mais simples que seja: criei uma conta na Twitch.tv pra criar conexões com outras pessoas enquanto jogo, e também este post como o maior desabafo que já fiz na vida. Na verdade, só de ter escrito tudo isso e lido logo após já estou melhor. Mas ainda me sinto sozinho e desamparado, não consigo buscar ajuda com meus familiares pois nunca fui de me abrir pra eles, nem ajuda profissional por falta de dinheiro, e depois de todas essas quebras de confiança fiquei extremamente seletivo a quem eu quero do meu lado, sobrando dois/três amigos com quem posso conversar (e mesmo assim somente meu primo que convive comigo desde criança sabe de toda minha história).
Quem estiver disposto a trocar experiencias e conversar, simplesmente por conversar, ficaria muito grato!
Gratidão a todos que, mesmo não enviando uma mensagem, leram até o final com atenção.
Blessed be. :)
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2020.07.22 20:01 UzumakiGabs Sobre autoestima e [email protected]ção

Eu namoro um cara há uns 3anos. Ele sempre alegou ser praticamente assexual, quase sem nenhuma libido e que realmente não gostava de sexo. Eu sou, talvez, uma pessoa com depressão crônica, que se arrasta por vários anos, e com histórico de abuso sexual e exposição de videos/fotos íntimas. No começo, não me importava com essa falta de libido dele. Porém, o tempo passou, comecei a me exercitar e a me sentir mais bonita, e, depois de muita terapia, me sentir mais a vontade para praticar saliências rs. Ok, meu namorado estava de acordo. Porém, ele praticamente não me procura, e sempre me deixa sem graça pra fazer investidas. Houve uma vez em que eu fiquei dois dias andando nua pela casa e fazendo várias insinuações explícitas de que queria transar com ele. Bem, ele me ignorava, ia pro banheiro e se masturbava assistindo a algum vídeo sobre gostosas peladas lésbicas em público. Me frustra o fato de que ele prefere se masturbar à transar comigo, e que, nas poucas vezes em que fazemos sexo, ele goza e me deixa "na mão". São os cinco piores minutos do meu dia. Já briguei com ele por isso, principalmente porque as vezes ele deixa o banheiro todo espirrando, e não se dá ao trabalho nem de apagar o histórico do celular. Sou uma pessoa com recorrentes tentativas de suicídio e uma extrema baixa autoestima, me machuca o fato de ele preferir ver mulheres no celular do que a mim, que estive do lado dele nas piores situações possíveis. Eu gostaria de saber o que eu faço. Sei que as pessoas se masturbam por diversos motivos, porém, tive uma criação bem rígida e tenho diversos traumas em relação a isso. Só queria saber algum modo de não ficar tão triste com essa escolha dele, de preferir assistir pornô do que responder às minhas investidas.
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2020.06.21 20:43 Wooden_Statistician3 Tudo que falo só piora e só queria que voltasse a ser como era antes

Desabafo. Há alguns meses casei, depois de menos de um ano de namoro. Apressado? Com certeza. Mas as circunstâncias meio que pediam. Ela veio de uma família extremamente quebrada e tóxica. Vivia sozinha há alguns anos, dependendo de auxílios de faculdade, parentes que só sabiam reclamar de estar ajudando, etc. Ela tem depressão profunda, e não tinha nem como se tratar.
Quando a conheci ela estava namorando, mas um namoro só de fachada, pois na verdade ele era abusivo e não deixava ela terminar, sob ameças contra a própria vida por parte, e à vida dela por partes de parentes dele. Durante boa parte da sua vida, a chamaram de feia, estranha, etc. Na faculdade as coisas mudaram, e começaram a enxergar a sua beleza, ficou com vários, mas sua auto-estima baixou tanto ao longo da vida que ela aceitou namorar com essa cara, sem nunca de fato querer, e acabou presa nesse relacionamento por mais de 2 anos.
Eu só tive uma namorada, há mais de 10 anos, e um crush forte até alguns anos atrás, o qual acabou em inimizade total. Sempre percebi que não era interessante pra nenhuma garota, na aparência, e nunca tive qualquer desenrolar pra "chegar". Depois de namorar, tomei gosto, e tentava. Porém do meu jeito tímido e, claro, ineficiente. Anos disso me fizeram perceber que não havia porque eu ficar insistindo em "achar alguém", se fosse acontecer seria no dia-a-dia normal, ou quando eu realmente me melhorasse como pessoa. Foquei então na minha educação e no profissional.
Um dia ela, ainda em namoro abusivo, falou comigo pelo Whatsapp, tarde da noite. O meu racional dizia pra eu ir dormir, pois a pessoa responsável e profissional dorme cedo e acordar cedo (ou assim deveria, pelo que dizem). Mas algo me fez querer falar com ela, mesmo que ainda de forma um tanto fria, admito. Papo vai, papo vem. Como parecia ser só uma amizade, eu falei abertamente com ela, inclusive quando ela perguntou de relacionamentos/crushes passados.
Semanas depois, ela termina o namoro e diz que gosta de mim. Pela primeira vez em muitos anos volto a sentir aquilo que senti no primeiro namoro. E ficamos, e namoramos, e tudo foi muito intenso. E então casamos, para que ela pudesse ter acesso ao meu plano de saúde como dependente e tratar, principalmente, da depressão, pois várias noites a vi chorar pelo seu passado que ainda atormenta o seu presente: ela não consegue nem mais estudar e boa parte das tarefas domésticas ficam pra mim. Mas havia tudo pra melhorar, não havia? Infelizmente, tudo mudou um dia.
Ela acordou e disse que sonhou que eu falava que eu achava aquele meu crush forte (Fulana) de alguns anos antes mais bonita que ela. Depois de algumas horas, como se perguntasse algo banal, ela perguntou se achava mesmo. O problema: eu considero a Fulana bonita, mesmo nível, mas o sentimento que existe é pela minha esposa e, obviamente, ela me é "a mais bonita". Mas ela não aceitava esse tipo de resposta, ela queria que eu respondesse de forma crua. Eu, que sempre procuro ser honesto, correspondi. Como considero as duas de mesmo nível, foi difícil. Conseguia lembrar de momentos onde uma estava mais bonita que outra, mas não chegava a "vencer". Uma certeza eu tinha, e continuo tendo, minha esposa tem a maior capacidade, ou seja, consegue ser a mais bonita. Mas ainda assim minha resposta não foi suficiente: ela dizia que eu estava enrolando, com medo de dizer a verdade. Não entendi do que deveria ter medo afinal, pra mim, a resposta mais direta e crua não fazia a menor diferença nos meus sentimentos para com ela. E, se eu estivesse raciocinando direito eu teria percebido a armadilha bem ali na minha frente, mas eu caí nela quando ela novamente exigiu a resposta direta e crua: ou ela ou a Fulana. E eu falei a Fulana.
E, de repente, ela começou a me atacar. Dizendo que eu acho a Fulana "linda e maravilhosa" e ela feia (quando pra mim ambas tão no mesmo nível, e pra mim ela vai ser sempre a mais bonita, pois é ela que eu amo). Que meu sonho era que tivesse dado certo com a Fulana, mas que ela foi o que deu (quando ela, e somente ela, que conseguiu reacender meus sentimentos, mesmo quando tudo dizia que não valia a pena sonhar com isso (afinal ela tinha namorado, etc.). Eu tentava explicar meus sentimentos, mas nada adiantava. A frustração, a angústia tomou conta e então, a raiva. Raiva de como algo que estava morto no passado, voltou pra me assombrar. Raiva de que algo completamente irrelevante no meu presente, e portanto nosso presente, estava ali, destruindo nosso casamento. Pois ela começou a querer ir embora, anular casamento, se separar. E na tentativa de melhorar as coisas, eu sempre piorava. Acabei falando palavras (que pra mim não teria tanto significância se ela dissesse), mas infelizmente pra ela tinha: disse que ela estava sendo "idiota" por insistir tanto nas afirmações desses ataques e desconsiderar completamente o que eu sinto e falava. Só estava tendo "amenizar" a situação, segundo ela. E que no fundo, eu queria alguém """melhor""" que ela.
Isso foi uma tarde. Ela eventualmente parou quando percebeu o quão mal eu estava. E claro que eu estava. A pessoa que eu amo e por quem eu faço tudo, praticamente "inventou" um motivo pra me atacar. E daí que numa análise crua e racional, naquele ponto específico da história, a Fulana havia "vencido" no concurso de beleza entre as duas. Grande bosta. Minha esposa continuava sendo bonita, e pra mim e meu amor, a mais bela. Era ela que realmente havia gostado de mim, era ela que quis casar comigo, era ela que me acompanhava nos filmes de sábado à noite, era ela com eu me via vivendo pra sempre do lado. E de repente, parecia que nada mais disso iria se tornar realidade e por quê? Por algo que nem ao menos mudava o que eu sentia em relação a ela e nunca iria.
Durante o final da noite, eu tentei dormir, mas não conseguia. Tentei assistir vídeos de "como lidar com a pessoa amada em depressão". E ela começou a chorar do meu lado, muito. Larguei o vídeo, abracei-a. E ali as gentes se aceitou novamente. Ou assim parecia, porque poucos minutos depois, ela pergunta, inocentemente, se eu acho minha irmã mais bonita que ela. E o fato é, se eu dissesse que não seria uma bela duma mentira, e mesmo que eu achasse, ela diria que eu estava falando aquilo só pra agradar. E eu, O idiota, achando que estava tudo bem de novo, respondi que sim. E novamente ela começou a me atacar. E POR CAUSA DA MINHA IRMÃ!?
Atualmente eu me considero forte pra aguentar essas coisas, mas não dava mais. Ela quebrou minhas defesas com esses ataques. E tudo que ela me falava soava como "EU TE ODEIO". E eu aceitei esse ódio dela, pois, afinal, ela devia estar certa. Eu sou uma pessoa com 30 anos, aparência ok, mas que não tem amigos e só teve uma namorada antes dela. É óbvio que tinha algum problema, o problema de que eu era detestável. Eu sempre tentei demais ser prestativo e tudo mais, mas quando o assunto são sentimentos eu nunca consegui transmitir isso. Abraço minha mãe quatro vezes ao no: aniversário dela, o meu, dia das mães e natal. Sempre um abraço bem "desengonçado". Eu noto isso, mas sempre foi assim, e eu não sei mudar. Eu sei o que eu sinto, mas minha demonstração é e sempre vai ser insuficiente. E por isso todos ou acabam por me detestar ou se afastar de mim. Mas eu realmente pensei que com ela seria diferente.
Alguns dias se passaram e as coisas até foram melhorando. Até que cai tudo de novo. Ela conta pra uma pessoa, que mal conhece, que eu achava que ela na praia não ficava tão bem quando dentro de casa. Sim, eu havia falado algo do tipo, quando no começo da discussão ela pedia pra eu ser mais direto. Oras, ela tem umas manchas, gordurinhas a mais, etc. do que a fulana. Eu me sinto menos bonito do que um cara que não é assim, mas nem por isso me acho feio, ou ache vou sempre ser inferior. É só eu cuidar disso. E se não cuido, é porque tenho outras prioridades. Da mesma forma com ela. Não acho ela feia, nem menos bonita, só relatei o óbvio. E se ela não quiser cuidar, ou não conseguir cuidar, não é problema pra mim. Eu casei com ela pelo pacote completo. E assim como eu, ela também vai com o tempo perder pontos na aparência. E assim como eu, espero que ela ainda me ame, ainda me ache bonito, com eu continuarei amando ela e achando bonita. Mas não importa eu falar isso. Pois ela quer sempre dizer que tudo isso que eu falo é balela, enrolação, agrados, etc.
Pelo meu jeito detestável de demonstrar sentimento ela perdeu totalmente a confiança nos meu sentimentos, a ponto de nada o que eu falo valer mais. Ou talvez, no fundo, ela espera que eu seja pra sempre tão bonito quando ela acha atualmente, e quando eu não foi mais, ela vai me trocar por alguém que envelheça melhor. Mas se eu falo isso pra ela, ela bate o pé pra dizer que pra ela é completamente diferente, que o sentimento dela é real, mas que o meu? O meu é de mentira, porque assim ela decidiu. E ela ainda diz que eu mereço alguém ""melhor"". Mas o fato é, que ela se estiver certa, o que eu mereço é desaparecer. Pois o meu eu que ela odeia, é o único eu que existe. E se ela não é capaz de amar esse meu eu, e insiste em brigar, está mais que na hora de ela admitir o que está bem na frente dela: ela não me ama. Não mais. Só espero que não tenha sido nunca. Porque pior que ver tudo se destruindo e não poder fazer nada, pois nada do que eu falo impede, pelo contrário, piora, e ficar calado não é opção, então que pelo menos não tenha sido tudo uma mentira.
E hoje ela do nada veio falar que tá com medo de engordar, pois, segundo ela, eu falei que iria querer outra se assim acontecesse. Eu nunca falei isso, assim como nunca falei outras coisas com as quais ela vem me atacando. Mas o pouco que eu digo, se transforma num muito na cabeça dela. Eu não aguento mais. Eu peço pra ela parar, mas ela insiste em, nas palavras delas, "me colocar contra a parede pra botar as verdades pra fora". Mas do que adianta isso, quando ela já decidiu o que é verdade e o que é mentira? Nada, e por isso eu só queria que ela parasse. Que não pelo amor que ela supostamente sente por mim, mas pelo menos em consideração a tudo que eu fiz por ela.
Pois agora eu já não sinto nada. Um nada que não me permite nem ao menos dizer o que sinto por ela. Mas enquanto eu quero acreditar que ainda amo ela, ela insiste. Eu novamente pedi pra ela parar, e afirmei que não sei mais se gosto dela, mas que se ela realmente me ama, ela tinha que parar, e me deixar sentir novamente. Mas meu medo é que ela continue (ela está passeando com uma amiga nesse momento), pois se ela continuar o pior vai acontecer. O amor vai virar ódio. A vida vai virar morte. Figurativamente (apesar de temer, e muito, que aconteça literalmente para ela).
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2020.06.02 06:45 ValBSJr Em meio a tanto caos, algo diferente.

Vi tantas pessoas falando aqui que não estão sendo produtivas, não estão contentes com o rumo que a vida tomou....em fim...tenho duas coisas a dizer
1- A culpa de vc chegar onde chegou é sua sim.
2- Ainda dá tempo de mudar.
Sempre fui um procrastinador de carteirinha, com tudo....trabalho...saúde...família...Então um dia de domingo depois de acordar com uma ressaca acumulada de 3 dias (que ressaca viu amigos) eu simplesmente vegetei o dia inteiro na cama...passei o restante do dia inteiro deitado olhando pro teto, não pensava em nada...não queria fazer nada. No dia seguinte, decidi que não queria mais aquilo em minha vida. Minha vida se resumia a matar aula da faculdade pra ir beber (meu curso era integral imagina o tempo que eu passava no bar) sair pra comer e ficar em casa online. Eu estava a 7 anos em uma faculdade, estagnado, obesidade grau 3 e o pior de todos em minha opinião era a solidão que era culpa minha msm, que me isolava das pessoas.
Então amigo agora falo da soluça milagrosa que chama-se: atitude. Acredite em mim, é o que faz toda a diferença. Muitas pessoas querem ajudar, mais isso não pode acontecer se vc não se ajudar primeiro. O que me dá perícia pra falar disso é minha própria experiência e mais nada. Primeiro larguei a faculdade e vario maus hábitos. Em seguida arrumei um emprego. Demorou bastante a acostumar com a vida de adulto mais consegui. Trabalhando duro pra melhorar o salário não me sobrava muito tempo pra sair pra beber, então meu lazer se resumia a comer e jogar nos finais de semana. Com o tempo comecei a participar mais das reuniões de família e foi ótimo pois foi bem na época que a empresa a qual eu trabalhava me deu a oportunidade de estudar novamente. E eu aproveitei...só que dessa vez com mais maturidade.
Então nessa época minha vida estava da seguinte forma: trabalhava 44hrs por semana, de segunda a sábado, e cursava contabilidade no período noturno. Nós finais de semana passava tempo com a família. Estando na posição de aluno que trabalha vc enxerga tudo de outro jeito, descobre que é mais barato prestar atenção na aula pra não ter que assistir vídeo aula em casa até porque eu não tinha tempo pra isso...descobre tbm que quando se trabalha os happy hours depois da aula custam mais caro pra vc que pra os colegas que acordam 10hrs da manhã e pode escolher se toma café ou espera o almoço. Ate aqui tinha saído de universitário, fodido para pagador de funcionário, bolsista da empresa e pagador de impostos....bom né? Ao me aproximar da família novamente tbm ajudo na solidão...só que não em tudo. Aí vem outra grande mudança.
Conheci a pessoa que foi a razão de eu querer crescer mais ainda...minha noiva. Conheci ela através de amigo da faculdade uma das poucas vezes que participei das reuniões depois da aula. Eu achava que minha vida era complicada...mais a dela... um resumo...ela tinha perdido a mãe a poucos meses, era brigada como resto da família, era bolsista do fies e desempregada. Quanto mais eu conhecia ela mais eu queria crescer, pra dar tudo que ela precisava...amor...carinho...apoio...amizade...conselhos....tudo msm. E consegui, em pouquíssimo tempo nossa relação ficou íntima e sólida. E ao lado dela dei outro grande passo que foi sair de casa pra morar com ela...como dizia minha avó...juntei as escovas de dentes. Então...trabalhei por 3 anos até ter a oportunidade de estudar novamente. No meio da faculdade conheci minha noiva e após 1 de namoro resolvemos morar juntos. Ficou faltando eu cuidar da saúde né, então aqui vai como procedeu essa parte.
No último semestre de faculdade eu fazia alguns trabalhos externos para a empresa que me agregavam horas extras para concluir a graduação e em um desses trabalhos tive um desmaio repentino, estava sozinho e acordei caído ao chão sem ter a menor noção de como havia caído nem quanto tempo fiquei desacordado. No dia seguinte fui ao médico fazer exames...clínico geral...cardiologista, endrocrino...neuro....acabei descobrindo que tive um pré-infarto causado pelo sedentarismo e principalmente pelo sobrepeso. Eu tinha 30 anos, 1,74 e pesava 120kgs. Aí veio outra mudança...fui a nutricionista e me matriculei em uma academia...e aos poucos fui adquirindo hábitos mais saudáveis.
Hoje, aos 33 anos, peso 92kgs (talvez 95 desde que começou a 40tena) ainda trabalho 44 hrs por semana me exercito de 4 a 5 vezes por semana 2 vezes por dia. Tive muitas recaídas...furei dieta...passei muito tempo sem perder peso...engordei algumas vezes...mais tudo isso faz parte da experiencia.
Por isso que quando falei que a culpa é sua...eu enxerguei a minha culpa primeiro....e a vitória foi minha...claro, tiveram pessoas ao meu meu lada, mais eu que permiti elas estarem ali então a vitória ainda assim foi minha. E pode ser sua também, basta vc querer. Não comece a dieta na segunda, não deixe pra ler o livro antes de dormir ou quando for a algum lugar onde não tem internet. Comece a ser a melhor versão de você. Se eu consegui vc também consegue.
Ficou BEM longo...espero que tenham gostado.
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2020.05.16 15:56 dxdtlucas Gay

Preciso de um conselho.Podem falar o que acham, me chamar de burro, sei que fui e estou sendo, mas preciso ouvir a verdade. Ensino Fundamental Sempre gostei de meninos.Desde a infância sabia que tinha algo de diferente.No ensino fundamental, sempre fui muito tímido, então para não andar só, pagava lanche para amigos, mas mesmo assim era maltratado e acabava só.Tentava contatos por facebook, mas nunca dava certo.Tentei suicídio aos 15, por conta dos problemas familiares e pessoas pelo os quais estava passando. Ensino Médio Já no ensino médio, com a pressão do vestibular, não tinha tanto tempo para isso, então resolvi tentar esquecer, mas não funcionou.Sempre fui zoado, e p padrão de estar só continuou a se repetir.Ainda não tinha ficado com ninguém. Faculdade Aos 17, passei na usp, uma boa faculdade, então tentei mudar, encontrar alguém, mas parece que escolhi o lugar errado: aplicativos de relacionamento. Daniel Acabei ficando com um homem ao qual não conhecia às 3 da manhã em um carro na cidade onde estudava, pois como estava longe da família, tinha esta liberdade.No outro dia fui novamente, esperando algo a mais, mas foi péssimo.Fui bloqueado.O que foi bom, pois podia ter sido roubado, ou até algo pior.Ele tinha 32, descobri que havia mentido o seu nome para mim, mas deixei esta relação para lá. Ian Encontrei ele através do facebook, foi carinhoso, e cursava a mesma faculdade que eu, porém em são paulo.Decidi então, cancelar a matrícula e ir atrás dele.Foi a pior decisão que tomei: ficamos 2 meses, fui traído e bloqueado novamente. Recomeço Ao me ver ser nada, decidi estudar sozinho para passar no curso de Engenharia Naval, o qual faço hoje. Bruno Ao decorrer do ano, o conheci em outro aplicativo.No início foi tudo bom, mas depois, por eu não querer fazer vídeos chamadas ou mandar áudios, dizia que eu era um Fake, fui humilhado quando tentava reatar, mas no fim, ele encontrou outra pessoa.Tem 25 anos. Douglas Encontrei ele meses depois, no mesmo aplicativo.Nunca o esqueci, pois disse que me respeitaria de todas as maneiras, mesmo não durando uma semana, alegou que eu o estava traindo e se desfez de mim.Esses dias, enviei uma solicitação, fui totalmente ignorado.Tinha 24 anos. Pietro O que eu mais gostei.Ele morava em uma cidade perto, quando me ligou pela primeirq vez, cheguei a gelar, era carinhoso e muito bom comigo.Nos encontramos e fui pedido em namoro.Mas algum tempo depois, ele começou a se afastar, e vi no celular dele, varios aplicativis baixados de relacionamento.Entendi o motivo e me afastei.Tinha 24 anos. Samuel Passei em Medicina esse ano, após alguns anos tentando.Estava de passagem em um aplicativo, e ele disse que morava em Goiás e vinha fazer um mestrado em minha faculdade, pareceu mentira algo assim ocorrer, mas decidi acreditar.Era verdade.Ele me contou sua história e eu a minha, nos entendemos.Na recepção da faculdade, não fui para poder sair com ele, me cobrava o pedido de namoro, mesmo eu dizendo que tudo deveria ocorrer com calma.Passou-se 1 mês, no dia 9 ele voltou de sua cidade, tinhamos planos de morar juntos, mas olhei o celular dele, e tinha um aplicativo de sexo, fiquei chateado, mas não demonstrei no momento.A noite entrei neste aplicativo e era ele mesmo.Tentou se desculpar e aceitei.Mas depois disso, nada deu certo, pois a confiança que era a base de tudo acabou.Nos falamos as vezes, ele pegou herpes labial, causado por um vírus sem cura. talvez de pessoas que ele tenha ficado enquanto estava comigo, passei um perigo sem saber. Recomeço Hoje, 16 de maio de 2020, acordei triste e achei o Reddit e decidi escrever este desabafo.Se você leu até aqui, muito obrigado!Sempre tomei antidepressivos e estou conseguindo parar, agora as 11:00 vou voltar a estudar, estou tentando pesquisar sobre auto-conhecimento, têm me ajudado bastante.Decidi parar de ir atrás do passado, pois até hoje, nunca deu nada certo quando fiz isso.Estou um pouco perdido.
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2020.05.06 05:40 DinahY96 Amizade tóxica

Olá pessoas! Este é meu primeiro post, então... Espero que vocês gostem!
Eu tinha uma amiga que eu gostava muito. Vamos chamar ela de... Helena. A gente tinha 6 anos e pouco de amizade. Éramos bem grudadas e como sempre... Falávamos sobre nossos amigos, quem era bonito, etc.
Eu tinha mais duas amigas que eram muito gente boa. Vamos chamar uma de Jéssica e outra de Mariana. As duas viviam me perguntando se a Helena não era muito...Tóxica.
Como eu gostava muito da Helena, achava que era coisa da cabeça das duas. Quando a Helena começou a namorar o meu amigo, eu consegui enxergar os pontos que as duas tinham me falado.
O meu amigo, Giovanni vamos chamar ele assim. Ele namorou com a Helena há muitos anos. O Giovanni, conheço ele muito bem. Ele é fiel.
Continuando... A Helena quando via os nossos post no Facebook. Ou eu comentava post do Giovanni ou ele comentava o meu post.
AH, DETALHE... EU ESTAVA NAMORANDO E ESTAVA COM UM RAPAZ CHAMADO, GABRIEL VAMOS CHAMAR ELE ASSIM. A GENTE TAVA JUNTO A UM ANO.
Continuando... A Helena ficou com ciúmes, porque ele ficou conversando comigo no Facebook. A gente tinha grupo de amigos no Facebook e via ela fazendo escândalo com o pessoal do grupo.
Eu fiquei assustada com a atitude dela. Quando o meu relacionamento terminou, fiquei muito mal. Ela foi até falar com um " amigo " meu... Vamos chamar de corno, porque ele foi bem corno com todo mundo.
Sobre o corno... Vou falar sobre ele em outro post. Ela me defendeu do corno, fez escândalo e tudo mais. Agradeci ela.
Até que um belo dia... Quando eu tava de boa com o corno e a gente tava querendo sair juntos e tal. Quando contei pra minha amiga.
Ela me chamou de idiota, disse que se eu namorasse com ele, ela ia deixar de ser minha amiga.
( Eu tipo, wtf? A gente ia apenas comprar consoles e vídeo Games. Aonde essa menina anda com a cabeça? ) Pensei enquanto encarava ela.
Resumindo... Quando eu me apaixonava por alguém, ela dava um ataque de ciúmes pra cima de mim e eu não entendia nada.
Até que um dia... No intervalo do colégio. Ela decidiu ofender a pessoa que eu estava gostando. Quando alguém ofende, critica ou faz algo de errado para a pessoa que estou gostando... Eu avanço. Eu bato mas pra quebrar algum osso da pessoa.
( Se eu sou violenta? Talvez... x.x )
Enfim, quando a Helena ofendeu a pessoa que eu tava gostando... Eu dei um tapa na cara dela e o seu óculos voou longe.
As meninas que tavam perto da gente ficaram com olhos arregalados. Eu saí de perto da Helena pra não machucar mais ela.
O meu ex professor de Sociologia viu de longe no que eu tava vivendo. A Helena sempre me criticando, sempre tendo ciúmes e eu tentando consertar aquilo.
Até que meu ex professor de Sociologia falou pra mim se afastar DE VEZ da Helena, porque ela estava acabando com o meu Psicológico.
Eu concordei com ele. Eu me afastei dela e soube de muitas coisas horríveis dela. O Giovanni queria terminar com ela, pois ele tava também cansado de brigar com ela por conta do ciúmes e segundo que ela tava namorando dois caras. DOIS CARAS!
Como eu sabia disso? Ela falava pra mim que no serviço dela, ela namorava dois caras. Ela trabalhava num mercado, porém num setor de vender pães, salgados,etc.
Quando ela entrava para o intervalo... Ela ficava namorando dois caras. Quando a Helena me contou aquilo, eu tive que falar com o Giovanni sobre o que tava acontecendo.
O pior... É que ela mandava mensagem pra ele dizendo que amava ele. Claro... Giovanni ainda gostava dela e não terminava com ela!
Giovanni gostava de fazer shows, fazer pequenos eventos e por aí vai. Aí uma amiga minha queria conhecer ele e talvez... Tentar ficar com ele.
Ela conversou com o Giovanni sobre ela conhecer ele pessoalmente e tal. Quando a Helena soube disso. As duas quase caíram na porrada no colégio.
Até me afastei delas, pra elas conversarem tipo... Mano a Mano. Quando elas terminaram, a Helena se fingiu de inocente pra cima de mim, dizendo que ainda amava o Giovanni e por isso que ela tava insegura de ver a minha amiga do lado dele.
Na minha cabeça tava assim...
( WTF MULHER?! VOCÊ TÁ COM DOIS CARAS E ME FALA ISSO? )
Mas por fora eu estava plena.
Um dia... Ela sofreu acidente, pois ela ia para o trabalho de Biz. Mas algo aconteceu de errado com ela e deu acidente.
Eu a trouxa... Ajudei ela a sair da cadeira, sair intacta na sala de aula. Eu pegava merenda pra ela. Fazia de tudo por ela. Demorou alguns meses... Ela voltou a andar. Um pouco manca, mas conseguia.
Até que um dia... A gente tava voltando pra casa juntas. ( Minha casa era no mesmo caminho que o dela. Por isso a gente voltava pra casa juntas. )
Ela estava falando no quão idiota a pessoa que eu gostava era. Que ele não sabia de bosta nenhuma, etc. Como ela estava apoiada em mim, por causa do seu pé... Respirei fundo e meio que empurrei ela e ela quase saiu da estrada.
Segurei a Helena e acho que ela percebeu que fiquei brava e ficou calada. Claro... Eu me fingi de besta.
" Opa. Foi sem querer. "
As vezes eu também procuro briga, kkkk. Mas é porque ela me testava muito na paciência.
O dia que realmente fiquei irritada. Eu tava prestes a pedir a pessoa em namoro. A pessoa que eu gostava. Eu tinha brigado com a Helena, porque como sempre... Ela vivia me criticando, falava que eu fazia escolhas erradas, que ia deixar de ser minha amiga.
Quando terminou a aula, voltei pra casa sozinha. Porém... A Helena estava me seguindo e olhando pra minha cara. Ela queria falar comigo, mas eu não. Eu estava cansada da maluquice dela.
Quando eu parei pra atravessar a rua. Ela me parou e começou a vomitar monte de coisa na minha cara. Sério gente. Eu lembro até agora o que ela me disse.
" Se você quer ficar brava comigo, eu não me importo. Você é qualquer uma pra mim. Você é doente, vai se matar que é melhor. "
Foi exatamente isso que ela me disse.
Eu apenas olhei pra cara dela e falei.
" Beleza. "
Eu tava de saco cheio dela. Não queria nem olhar pra cara dela. Chegando em casa chorei um monte, porque eu tava esgotada e minha avó viu que eu tava péssima.
Até hoje agradeço ao pessoal que me deu apoio. Que fizeram de tudo pra ela se afastar de mim. Ah... A Helena tem uma irmã mais nova. Ela é tão gente boa. Sinto falta dela. Mas né... Não quero nem contato com a Helena.
Quando se passou três meses... Eu tinha deletado todos os contatos dela. Então, eu tava de boa. Até que vi uma mensagem no WhatsApp.
Era ela. A Helena me perguntou na maior cara de pau se eu tava bem. Ela tentava puxar assunto comigo. Eu sentia nojo e raiva, porque ela vivia falando dos garotos que ela pegava e pelo amor de Deus... Ela não era fiel a ninguém.
Ela queria voltar para o meu amigo, Giovanni, por sorte ele tava noivo já. Ela me perguntou se eu podia sair com ela e deixei ela no vácuo. Fiz questão de bloquear e excluir ela.
Uma coisa gente. Não fiquem com uma amizade tóxica. Isso acaba com o seu psicológico. O meu? Tava no 0%.
Eu tentei de tudo pra ficar do lado dela. Mas quanto mais eu descobria sobre os podres dela, quanto mais ela me deixava pra baixo... Mais eu sentia raiva dela.
Então, pessoal... Quando verem que seu amigo ou amiga tá agindo feito louco possessivo... Sai fora, porque se não... Capaz da pessoa te deixar insano. É sério isso.
Espero que tenham gostado do meu primeiro post e até a próxima!
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2020.03.13 11:32 corounavairus História de um fim de namoro

Olá pessoas, é o seguinte:
Comecei a namorar muito cedo, com meus 14 anos, e esse relacionamento se estendeu até os meus 21 anos. Passei essa fase de descoberta e amadurecimento todo ao lado dessa pessoa em específico, tivemos nossos bons momentos mas também foi um relacionamento muito abusivo. Ela era muito insegura e projetava as inseguranças em mim, me privava de ter amigos, e como resposta, fazia o mesmo com ela. Até que no final de 2018, fui até a casa dela a ajudar, pois ela tinha depressão e estava muito mal, morava sozinha e tudo mais, então fui dar uma força (na verdade, a casa dela parecia um chernobyl de sujeira, ela tinha um problema na mão o qual ela não resolvia, oferecia ajuda mas ela não aceitava, creio eu que usava isso como válvula de escape para dizer que não fazia nada por conta do problema na mão), sentei pra conversar com ela, perguntei o que estava afligindo ela, pois ela nunca teve problemas com nada a ponto de ser um gatilho para desenvolver uma depressão, logo, eu não entendia bem o porquê dela ficar mal, e sempre projetei que a culpa fosse minha, então nesse dia perguntei se ela era transexual, não sei porquê, mas isso veio em mente, por conta de alguns mínimos sinais, e ela respondeu um "talvez" com jeito de sim. Naquele momento tudo que eu não tinha entendido fez sentido, agora eu entendia o porquê dela sofrer tanto.
Meu mundo caiu naquele momento, não por conta dela ser transexual, pois finalmente percebi o porquê dela sofrer tanto e fiquei triste por isso, mas por conta de quê aquele foi um momento em que a pessoa que até então conhecia morreria. Doeu demais, foi como um luto, escutei até de amigos de que eu não tinha o direito de sofrer pois quem estava sofrendo de verdade era ela. Sentia que não podia sofrer pois isso faria de mim uma pessoa transfóbica. Então fui forte, apesar de ter passado uns dois meses chorando e fiz o que pude pra apoiar minha namorada. Quando ela finalmente resolveu começar os tratamentos hormonais, ela terminou comigo. O dia do término foi uns dos dias mais sofridos pra mim, era final de semestre da faculdade e eu estava passando muito mal, tenho problemas desde a infância com depressão e ansiedade, e só estava aguentando passar por várias coisas turbulentas na minha vida pois iria a um show de uma banda que amo muito em São Paulo, o dia do show foi muito feliz pra mim, sinceramente, fazia tempo que não me sentia bem daquela forma. Logo após o show liguei pra ela pra contar tudo, estava muito feliz, e ela atendeu com uma voz triste e não deu a mínima e falou que tava ocupada. Voltei pra minha cidade no dia seguinte, logo após ter saído do aeroporto ela disse que iria para minha casa, pensei que queria me ver, ela chegou com uma cara muito fechada, e eu estava super animada contando tudo e mostrando fotos e vídeos e ela aparentemente nem aí. Ela pediu pra conversar e terminou comigo. Aquilo me destruiu. Toda a felicidade que vivi naquele show foi embora. Enquanto estávamos sentadas num banquinho que sempre a chamava pra ficar e admirar a vista e relaxar, eu escrevi em dois papeis, como se fosse um decreto que nosso namoro havia terminado, e com um batom, coloquei nossas digitais ali, logo após, rasguei o meu e falei pra ela que esperava que um dia ela rasgasse o dela também. Pois eu a amava muito e não queria isso para a gente.
Bom, ela começou a fazer o tratamento hormonal e começou a se envolver com uma menina que eu já suspeitava durante nosso namoro, sinto que ela terminou comigo pois queria ficar com esta menina sem culpa, porém, a menina se dizia bi, mas na verdade, a menina não a via como menina. Minha ex é uma mulher trans, logo esta menina a enxergava como homem. Ela percebeu isso e um tempo depois voltou a falar comigo, falava que sentia saudade, e a gente se reaproximou.
Bom, resolvemos viajar, eu, ela e mais dois amigos, foi uma viagem horrível, me sentia totalmente excluída, mas acabamos nos aproximando, dormimos na mesma barraca e tudo mais e acabamos transando. Era no meio do mato, então eu estava indo tomar banho de noite, mas meu celular tinha descarregado e n tinha como colocar pra carregar, então pedi o da minha ex emprestado. Só queria a lanterna. Porém ela me deu o celular destravado, e tomei minha pior decisão: olhar a conversa dela com esta menina. Li coisas horríveis que ela disse de mim para esta menina, a menina pedia pra ela passar meu número para me xingar, falava que eu ter sido estuprada era mentira, troca de fotos das duas e coisas assim, não consegui ler muita coisa. Eu só consegui devolver o celular dela com esta conversa aberta e sair correndo no meio do mato. Tomei uma bela de uma queda no meio do escuro e por ali fiquei, chorando. Ela me pediu mil desculpas mas me senti a pior pessoa do universo, e pra falar a verdade até hoje me sinto.
Então, a gente tentou fazer o relacionamento funcionar de novo, ela passou os três meses seguintes na minha casa, porém ela não ajudava em nada, e passava o dia todo deitada lendo webtoon, coisas sobre RPG e assistindo JoJo. Ela dizia que eu não superar este lance dela com a menina estava destruindo a gente, e então eu resolvi me calar e aguentar isso. Mas o peso dela não fazer nada por nós e por ela, e tudo isso me fez pedir pra que ela voltasse pra casa da vó, pois estava no fim do meu semestre e precisava de foco e de tempo para mim. Nesse mesmo momento, uma amiga em comum nossa falou para eu baixar o Tinder, nunca havia utilizado, ela falou que era um bom local para fazer amizades, eu tinha comentado com ela que estava triste pois me sentia isolada. Então baixei aquilo, usava o Tinder ao lado da minha ex, mostrando todas as descrições engraçadas que via. Então ela resolveu baixar também, e bom, logo em seguida ela voltou pra casa da vó.
Então ela mal falava comigo no whatsapp, apesar de passar 100% online. Me tratava bem seco. Eu tinha a chamado para sair e ela negou o convite, tinha planejado pedir ela em namoro oficialmente, e ela sabia disso, e negou. No outro dia perguntei se ela queria terminar comigo, e ela disse que sim, e terminou por whatsapp. Disse que estava sendo algo muito destrutivo. Fiquei muito mal, tentei me matar, pois logo quando nos reaproximamos perguntei se ela realmente queria isso, pois da outra vez que ela terminou comigo, perdi todo meu semestre por causa disso e falei que a faculdade era algo muito importante pra mim para me deixar abalar novamente e fuder tudo de novo. E ela prometeu que queria estar comigo.
Então ela terminou, e continuou falando comigo. Pedi para que nos bloqueássemos porque se não eu não conseguiria a superar, marcamos de nos encontrar um mês depois para conversar. Porém o que aconteceu é que ela se aproximou de uma menina que a minha ''amiga'' que falou para eu baixar o tinder apresentou para ela. (Detalhe: Quando terminei meu namoro, contei para esta amiga que estava muito mal e que queria morrer, ela brigou comigo e falou que eu tinha que me tratar, e que não iria falar mais comigo por um tempo, isto também me magoou demais) 15 dias depois do nosso término, ela já estava namorando outra pessoa. Me bloqueou de absolutamente tudo e disse que não queria falar comigo nunca mais. Sinto que nossos amigos em comum passaram a me tratar diferente também, sinto que me julguem, como se eu tivesse sido transfóbica, ou sei lá, feito algo de ruim pra minha ex, não sei o que ela pode ter dito sobre mim. Não tenho amigos, os que dizia ser meus, na verdade sempre foram dela, só tinha proximidade pois éramos namoradas. Estou completamente sozinha. Me dediquei tanto a este namoro, abri mão de muita coisa, inclusive dos meus estudos, e agora estou aqui, sofrendo. Me sinto um lixo por não superar isso, eu sinto muita falta dela e ainda a amo, ela agora trabalha, tem se virado na vida. Mudou de atitude. Gostaria que ela tivesse feito isso comigo, pensava em ter uma casa com ela, uma família, e lutava por isso, mas a vida é assim, quase nada sai como planejado. É isso aí.
Desculpem meu texto longo.
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2020.02.18 05:24 Zavelins Comecei a ficar com um cara e queria ter um relacionamento sério, porém ele não é assumido e agora finge que é hétero, o que fazer?

Então, eu sou bi e tipo, conheci um cara no facebook e tals e sabe aquela pessoa que vc olha e acha que é areia demais pro seu caminhãozinho? Então, eu nunca achei que teria alguma chance com ele. Porém um dia teve um sarau na minha cidade, e aí eu encontrei ele lá, e sério eu e ele bêbado já queria fazer tudo ali pq achei que seria minha última vez que encontraria com ele. Mas aí no outro dia eu achei o Insta dele e ele me seguiu de volta, aí eu vendo isso já fui direto no direct chamar ele pra partir pra cima, até pq minha colega disse que ele era bi, e ok, fui lá e tals e já no primeiro dia de conversa ele já tava querendo saber quando a gente ia sair, e eu depois de alguns dias marquei um role com ele pra gente beber e se conhecer melhor, mas aí já vi que ele não queria nada de exposição, pois fez com que eu encontrasse ele num ponto da cidade às 1 da manhã, e eu disse que beleza, até pq pouco tempo atrás eu não era assumido e pensei que daria mais liberdade para nós dois ali sozinhos para fazer o que quiser. Chegando no dia a gente se encontrou e tals (ele até chegou e me deu um baita susto fingindo que era um assalto, demos risada por um bom tempo), daí só começamos a beber a vodka que eu comprei e beleza, como a nossa cidade é pequena nós falamos de todo o pessoal conhecido nosso, e foi bem boa nossa conversa, mas aí uma hora o álcool iria fazer efeito em nós e pronto, foi eu ficar um pouco mais tonto que o normal que eu já fui abraçando ele e tals, e aí ele começa a querer transar, fomos para um ponto mais escuro pra ter certeza que ninguém veria a gente aquelas horas e aí... só foi, transamos ali mesmo e cá entre nós foi bom só para ele, eu mal consegui penetrar ele e pra mim foi bem ruim mesmo, mas enfim... fomos pra casa depois de um bom momento abraçados enquanto eu dava carinho nele, e por fim se despedimos com um longo beijo (agora deem a nota pra fanfic ksadjak zoa, queria que fosse, porém isso ainda tá rolando :/). Mas aí que começa a desandar as coisas, pq quando eu cheguei eu mandei mensagem perguntando se ele chegou bem em casa e que gostei do tempo que a gente passou juntos (isso tudo na madrugada pro natal), e ele simplesmente não me responde mais, e eu perguntava pras amigas dele e elas falavam que por ele passar o natal com a família ele não entrava muito no celular, até aí ok, entendi bem e esperei, as vezes ele responderia depois do natal... que nada, passou dias e nada e eu cada vez mais desesperado pq eu queria saber dele a todo momento e eu mandava mensagem perguntando se eu fiz alguma coisa e tals e eu só via ele online sem visualizar nenhuma das minhas mensagens. Fiquei bem triste por um tempo, mas aí do n a d a já nesse Fevereiro, ele vem e me chama com um "Oi amor" no Insta e eu fiquei tipo "han?", mas tá, só isso já foi o suficiente pra eu me iludir e responder ele na maior vontade do mundo, e aí já acabamos marcando de sair outra vez, mas agora pra eu desabafar com ele sobre os lances de eu me assumir que acabou que um monte de gente ficou sabendo da minha sexualidade, e tá, meia noite fomos num clube aonde ele era sócio e entramos lá sem ninguém ver a gente, sentamos em umas cadeiras e ficamos lá mexendo no celular e conversando mais um pouco, e eu sempre tomando a iniciativa de tudo fui e chamei ele pra sentar no meu colo, ele meio questionando veio e beleza, fiquei ali abraçando ele forte e fazendo carinho nele, e enquanto isso ele começa a olhar as fotos dos amigos dele na minha frente e dizendo "Nossa, ele é muito gostoso" "esse me chamou pra deitar com ele na cama e eu só n vou agora pq não tem como eu sair da cidade já", (notas no meio do post: eu tenho 17 anos e ele 15), e eu fiquei muito triste aquela hora, só que o pior de tudo foi quando eu perguntei pra ele qual é o padrão dos meninos que ele gosta, e ele me dizendo que precisa ser sarado e tals (tudo padrão mesmo), e nessa hora eu fiquei ali me perguntando "qq eu tô fazendo ainda abraçando ele assim como se eu amasse ele? Ele não deve ter nenhum interesse no meu corpo, então deve tá me usando só como passatempo?" e eu na hora não fiquei tão mal assim, até pq depois de um tempo nós fomos para uma outra área do clube e acabou que transamos ali de novo. Acabando tudo, a gente se da ideia que tinham duas câmeras filmando a gente ali, e ele ficou muito assustado com medo de vazar algum vídeo dele ali. Aí fomos para casa, e nem se falamos mais. Daí minha amiga, que já sabia que eu era bi, disse que ia me ajudar a fazer ele me amar e tals (quase fomos em uma macumbeira, e ainda quero muito ir, não sei se vou), e tá, nesse fim de semana ela mandou mensagem pra ele dizendo "vc vem aqui em casa hj pra ficar com ele?" daí ele respondeu "com ele? claro que não" "mas por vc meu amor, eu vou até a lua", aí nessas horas eu já não sabia de mais nada, fiquei movido como um saco de bosta, aquilo me quebrou por dentro, até pq ela achava que ele não era bi e sim gay mesmo. E aí meio que foi isso, além de no Insta eu sempre ver ele interagindo com os outros amigos dele de forma bem carinhosa e tipo as minhas coisas ele nunca nem curtia, daí agora ele meio que tá comentando essas fotos dos amigos dele de uma forma mais de "hetero" mesmo kajsdkj tipo "lindo bro", e sério, eu não sei mais oqq eu faço, se eu continuo achando uma forma de fazer ele gostar de mim ou partir pra alguma coisa mais pesada (macumbeira né), pq eu sei que se eu me desapegar dele não vai ter outra pessoa por aqui na minha cidade que vá querer sair comigo e que eu tenha o mesmo interesse que eu tenho por ele, e namoro online está bem fora de cogitação. Me ajudem, o que eu faço?
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2019.11.16 19:57 andrekeiozoliveira Dúvidas sobre o quão sexual a minha mente é

Desde os meus prováveis 9 ou 10 anos que penso em sexo, sempre tive uma mentalidade curiosa e aberta ao mundo do sexo em geral. Namoro à 14 anos com uma mulher muito bonita, gentil, muito amiga e, acima de tudo, verdadeira e pura. Fazemos 15 anos dia 16 de Dezembro e pretendo repetir esse aniversário até morrer. Isto para dizer que não a pretendo perder. Mas... Ela não tem nem metade da minha vontade ou curiosidade sexual. Por ela se calhar fazíamos amor 1 vez por mês e se calhar alguma dessas vezes era para eu não ressacar.
Por outro lado, eu ultimamente cada vez mais penso em sexo, quero mais sexo e gostava de experimentar novas formas de a excitar ou motivar a ter relações comigo. Já pensei em mil e uma coisas e até já lhe perguntei se ela alinhava em fazermos e vendermos vídeos porno como casal, ainda que a esconder sempre as nossas caras com máscaras ou filmar com ângulos que não o mostrassem... Ao que ela disse que não quereria nada disso... Como é um assunto sensível e como não quero pressionar, não voltarei a perguntar nem pressionar. Não é não e quero muito respeitar isso.
Mas tenho que admitir que é difícil. Eu trabalho imenso e nem assim me tenho conseguido distrair a 100% ao ponto de ter que me masturbar no trabalho. Basta pensar no corpo da minha namorada ou coisas que ela faz que adoro, que fico muito facilmente excitado.
Já pensei fazer um perfil pornhub / twitter só para isto, lançar vídeos de masturbação ou assim, só para também ver onde isso me leva, mas acho que o público que visse seria provavelmente gay e não sou nada sequer perto ou curioso de homossexual.
Tenho medo que seja alguma espécie de obsessão ou vício e não sei como diagnosticar ou tratar... Mas o pior é que não tenho ninguém que me possa ajudar, aconselhar, seja o que for. Além disso, não pretendo trair a minha namorada portanto nem sequer teria se calhar a coragem de encontrar alguém para me satisfazer quando a minha namorada não quisesse / pudesse...
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2019.09.15 19:11 YareYareDaze007 Minha "breve" história amorosa

Essa História que será aqui contada, nesse livro, é a jornada de um garoto chamado Giovane, um garoto quieto, de poucos amigos, porém muito estudioso, sempre tirava boas notas na escola. E é exatamente lá que nossa história começa.
No ano de 2017, nosso protagonista está sentado tranquilamente em sua mesa, na sala de aula, quando repentinamente ao olhar de relance para a porta, ele percebe alguém entrando, mais especificamente uma garota, uma linda garota, que instantaneamente desperta o encanto de Giovane. Vale lembrar que naquela época, ele era um garoto de 13 anos, sem nenhuma preocupação além de vídeo-games e estudos, mas tudo aquilo estava prestes a mudar. Naquele momento, ele havia descoberto o amor, que muitas vezes pode ser comparado à uma benção ou maldição. Ao ver a garota de nome desconhecido entrar, Giovane logo ficou surpreso com tamanha beleza, porém no momento não fez muita coisa. Apenas voltou aos estudos e tentou não pensar muito naquilo, porém era quase impossível, a cada conta que fazia, a cada texto que lia, a imagem da garota continuava a aparecer em sua cabeça. O que era muito ruim, considerando o fato de Giovane sempre dar muita importância aos estudos, aquilo estava o atrapalhando. Mas logo o nome da garota foi revelado: Sabrina. Giovane ouvira a professora dizer esse nome na chamada e viu a garota responder.
Não demorou muito para ele se dar conta do que havia acontecido. Ele sabia que estava sob o efeito da droga mais poderosa que existe: O Amor. E para o amor não existe cura, apenas o tempo, que foi justamente o que decidiu fazer: dar um tempo e ver o que acontecia. Giovane Não tinha ideia de como os eventos se desenrolariam dali em diante, não sabia o quanto sofreria pensando nela.
Passado algum tempo, cerca de 3 meses, e o amor de Giovane por Sabrina continuava aumentando, como uma fogueira que é atiçada pelo vento. No entanto, uma dúvida ainda pairava sobre sua cabeça: O sentimento era recíproco? Sabrina via Giovane com outros olhos? Ele não sabia, e isso estava o enlouquecendo.
Um mês depois do acontecimento anterior, ele havia pensado em uma maneira de acabar com suas dúvidas, era o único modo que nosso protagonista havia pensado: Falar à Sabrina sobre seus sentimentos. Porém, Giovane era um garoto extremamente tímido, o que deixava essa hipótese quase impossível. Ele tinha medo de contar o que sentia e não ser correspondido, ou ainda pior, ser ridicularizado pelas pessoas ao redor da escola. Chega o fim do ano e Giovane não havia conseguido se declarar. "Meu Deus, mas e se ela não estiver aqui o ano que vem? " Pensava.
2018, início do ano. E para sua surpresa, ele estava na mesma sala que Sabrina. Seria o destino dando uma segunda chance a ele? Talvez. E como dito anteriormente, seu amor não diminuía, apenas crescia dia após dia. Nosso protagonista tem 14 anos agora, muito mais maduro, certo? Errado! Ele continuava com uma ideologia de " deixar o rio fluir ", ou seja, não fazer nada e deixar que o destino cuidasse do resto. Claramente essa tática não deu certo. Porém, Giovane possuía um amigo chamado Marcos, cujo qual se dava muito bem com as mulheres. E fui justamente a ele que Giovane foi pedir ajuda. E acontece que Marcos era realmente bom no que fazia, e milagrosamente conseguiu fazer Sabrina se aproximar consideravelmente de nosso protagonista, que estava pensando sobre a vida e as decisões que havia tomado e aparentemente não interagindo com Sabrina, o que fez Marcos aparecer e talvez ter causado o maior arrependimento da vida de Giovane. Ou não? Marcos chegou conversando com ambos e acabou deliberadamente por falar que Giovane estava apaixonado por Sabrina, o que deixou nosso protagonista completamente paralisado, como se tivesse visto um fantasma, sem nada para dizer, como se tivesse visto a morte cara-a-cara. E Sabrina pareceu incrédula do fato, tanto que até se levantou da cadeira na qual estava sentada e estava se dirigindo a seu lugar, quando Marcos a parou e tentou argumentar com ela, mas nada parecia dar certo. Enquanto isso, nosso protagonista continua sentado imóvel na mesma posição que havia começado a conversa. Passados cerca de 3 minutos, Sabrina chega à mesa de Giovane e pergunta:-O que aconteceu?
-Nada. Diz Giovane
-Você está com cara de bravo. Foi alguma coisa que eu fiz?
-Não, não foi nada.
E Sabrina sai daquela mesa e volta para a dela.
A partir daquele dia, Giovane se tornou outra pessoa, alguém completamente novo. Ao invés do garoto alegre e piadista de sempre, ele havia se tornado alguém quase depressivo, não falava quase nada, passava horas parado pensando na vida, não fazia mais tantas piadas. Até o dia 10 de agosto de 2018, quando ele decide que não vale mais a pena sofrer tanto por conta de falta de coragem. Na escola, durante a aula de geografia a lição era fazer um mapa-múndi e foi o que nosso protagonista fez, porém Marcos tinha um plano para ambos ganharem nota apenas com o esforço de Giovane, que aceitou ajudar já que poderia precisar de algum favor de Marcos algum dia. E foi um plano, absurdamente bem bolado, executado com maestria e finalizado com êxito.
Na noite daquele mesmo dia, Giovane decide cobrar a ajuda que ofereceu à marcos. Mandou uma mensagem para ele e combinou que iriam executar um plano para que nosso guerreiro Giovane tivesse a coragem de se declarar à belíssima donzela Sabrina. Marcos a convenceria a segui-lo e passaria por um local combinado, onde Giovane apareceria e abriria seu coração para ela, acabando de uma vez por todas com isso, do jeito bom, que Giovane sairia com uma namorada e se livraria de sua tristeza ou do modo ruim, que era o que Giovane achava mais provável, onde ele seria completamente rejeitado e jogado à depressão para sempre, porém esquecendo de Sabrina. Nada poderia impedir esse plano de funcionar.
Exceto uma coisa: O esquecimento de Marcos que não conseguiu atrair Sabrina até o local combinado, o que fez com que Giovane saísse vagando pela escola envolto em seus pensamentos, e andando sem parar, para praticar pelo menos de alguma maneira, algum exercício, contudo ao fazer a volta na escola várias e várias vezes, no caminho Giovane se deparava com Sabrina andando com uma amiga e seu namorado, e durante algumas dessas vezes ele pôde ouvir claramente a amiga de Sabrina dizer: " quem quer catar a Sabrina? " Duas vezes na mesma hora em que ele estava passando e ainda ouviu mais uma última vez: " Ela está se doando ". Giovane estava começando a ligar os pontos, tudo começava a fazer sentido em sua cabeça. A vontade dele era alterar o curso de sua caminhada e abrir seu coração a ela, porém se fizesse isso, ele estaria desperdiçando um favor de Marcos, então Giovane Simplesmente continuou sua jornada de volta à sala de aula. Ele estava prestes a descobrir o significado de tudo que aconteceu.
No final daquele dia, Giovane decidiu perguntar à marcos se ele havia se esquecido. E de fato ele havia, no entanto se ofereceu para fazer o mesmo plano no dia seguinte. Giovane concordou.
Terça-feira, 14 de agosto de 2018, nosso protagonista vai para a escola apreensivo pensando em como vai ser, no que ele vai dizer..., mas durante a aula de história, nosso herói percebe que Sabrina estava muito impressionada com o professor novo. Estaria ela realmente afim do professor? Ou seria apenas uma brincadeira? Ele não sabia e isso o deixava apreensivo. Na próxima aula, a de matemática, a professora havia mudado Sabrina de lugar. E coincidentemente, o lugar que ela foi designada era bem perto do lugar de Giovane. Seria esse o destino colaborando mais uma vez para que tudo desse certo em sua vida?
No recreio, tudo estava combinado com Marcos. Só lhe restava sair da sala e seguir com o plano. Acontece que um amigo de nosso protagonista, conhecido pelo codinome Sem Mão, decidiu segui-lo e ver o que aconteceria e como acabaria. Giovane conta o plano à Sem Mão, que fica impressionado e diz que aquele plano era como fazer roleta russa com 5 balas. No entanto, Marcos demorou muito para fazer o plano e quando fez, não fez corretamente: Ele simplesmente disse para Sabrina que Giovane gostaria de conversar separadamente com ela, enquanto nosso protagonista apenas passava por ela e ia direto ao banheiro, pois estava muito tenso. Acaba o intervalo e Giovane se dirige à sala de aula. Na última aula, logo em seguida da de educação física, todos voltam para a sala e se preparam para a aula de matemática e provavelmente a coisa mais inesperada desse livro acontece: Ele pensando na vida como sempre, consegue ouvir Sabrina e Vinícius, um outro colega de sala, discutirem sobre voltar ao lugar anterior deles, e de repente ouve ela dizer que aquele lugar era bom porque ela conseguia ter uma boa vista de uma coisa. Instantaneamente nosso protagonista percebeu que essa "coisa" era nada mais nada menos que ele mesmo, até porque em certo momento dessa conversa ele pôde perceber Vinícius responder: Do G? Que foi logo respondido com uma resposta de Sabrina: Por que você não grita logo de uma vez?! Seguido disso, Vinícius em tom de brincadeira, aumenta levemente sua voz e repete a frase anterior. A teoria das cinco balas de Sem Mão acabara de ser refutada, pois com essas informações, suas chances aumentaram consideravelmente, deixando a arma com apenas uma bala. Estava muito claro para Giovane que Sabrina aparentemente gostava dele, mas não queria que isso fosse exposto. Passado certo tempo da aula, mais uma vez Sabrina diz que é um bom lugar e que ela consegue observar muito bem essa "coisa" e foi respondia por Vinícius: Mas do seu lugar anterior, você também consegue ver. E logo veio a resposta: Sim, mas daqui eu consigo ver mais de perto, logo esse lugar é melhor. Ele sabia que, ou se tratava dele ou de algum de seus amigos que sentavam perto, e estava bem convencido de que se tratava dele. Nesse momento, Giovane estava pulando de alegria por dentro, mas por fora só se via sua expressão mais comum: a de indiferença. Ninguém simplesmente olhando, poderia saber a felicidade que residia dentro de Giovane naquele instante. Ele foi para casa se sentindo renovado e feliz, só não voltou saltitando por motivos de masculinidade. O que aconteceria depois?
No dia seguinte, Giovane não foi para a escola. Ele havia ido ao médico, e como o sistema de saúde do Brasil não é dos melhores, não conseguiu voltar a tempo de ir para a escola. Ainda nesse dia, pela primeira vez ele decide tirar seu bigode e por incrível que pareça, se achou mais bonito e se sentiu deveras confiante em sua jornada. Por volta das 18 horas, conversa por mensagens com seu amigo Sem Mão e lhe conta sobre o que havia descoberto ouvindo aquela conversa, e para desanimar um pouco nosso herói, Sem Mão diz que o "G" mencionado na conversa, poderia ser de Gustavo, outro aluno da mesma sala, mas Giovane prefere acreditar que ela se referia a ele. Logo em seguida, começa a conversar com Marcos, que também fica ciente da situação e diz:
- Ela está brincando com você, cara...
- Não, estou tão confiante que apostaria cinco reais que ela não está brincando!
- Cinco reais? Apostado então! Mas para você ganhar, ela tem de deixar explícito que aceita você. Assim como para eu ganhar, ela deve deixar explícito que rejeita você.
- Claro.
Giovane não possuía cinco reais, nem sabia onde conseguir, mas estava confiante.
16 de agosto de 2018, nosso protagonista aparece na escola e diferentemente do último dia, não parecia tão tenso, parecia até mesmo confiante do que iria fazer. Logo Marcos apareceu:
- Está fechada a aposta de hoje?
- Com certeza!
- Você sabe que vai perder, né?
- Certamente que não, estou tão confiante que nem trouxe o dinheiro, como sinal de que sei que não vou falhar! – Cada frase que nosso protagonista falava, era dita com convicção.
- Se está tão confiante assim, suba a aposta para dez reais!
Giovane pensou por alguns segundos. Ele não tinha esse dinheiro em mãos, mas para mostrar confiança à Marcos e a si mesmo, subiu a aposta.
- Feito!
No instante que disse isso, o sorriso malicioso que habitava o rosto de Marcos fora substituído por uma expressão de espanto. Não podia acreditar que nosso herói estava tão confiante. Porém, durante toda essa conversa na aula, Marcos decide contar à professora de ciências sobre a aposta, e para a surpresa de ambos, ela havia achado uma aposta interessante.
15:30, havia chegado a hora do intervalo, a hora da verdade. Quando pôs o pé para fora da sala de aula, soube que duas coisas importantíssimas estavam em jogo: Seu futuro amoroso e dez reais, que podem não parecer muito, mas na época que o país estava... Ele achava que seria fácil, mas estava muito enganado, pois quando estava fazendo o reconhecimento do melhor lugar para a abordagem, pôde sentir sua perna fraquejar. Depois de dar algumas voltas na escola e consequentemente acabar encontrando com Sabrina no caminho, ele havia achado que estava pronto e quando foi procurar seu alvo em movimento, não o encontrou, no entanto, logo descobriu que ela estava sentada, com sua amiga já mencionada anteriormente. Não havia mais escapatória, teria de se declarar na próxima volta e podia sentir seu coração bater cada vez mais forte ao se aproximar do local. Infelizmente, ao chegar e estar preparado, se depara com mais 4 garotas conversando com Sabrina e sua amiga, o que fez nosso herói alterar o curso e ao invés de parar, acabou seguindo sua trajetória comum. Faria na próxima volta, não importava o que acontecesse, porém, ao chegar novamente e ver que só estavam ela e sua amiga sentadas, não conseguiu. Era como se uma força desconhecida o impedisse.
Bate o sinal para todos voltarem para suas salas de aula e nosso protagonista entra e percebe que teria uma aula vaga, e logo seu lamento em não ter conseguido se declarar, se tornou em forças para tentar agora que não haviam tantas pessoas lá fora. E mais uma vez não conseguiu, até que Sem Mão propõe um desafio: reproduzir um desenho de seu amigo Raul, um cara vidrado em desenhar, e Giovane aceita, pois ficar andando e se lamentando não era a melhor atividade. Chegando onde Raul estava, Sem Mão explica o desafio, porém, por algum motivo Raul pega uma folha e corta em duas, dando uma parte para Sem Mão e outra a si mesmo. Giovane não se importa. Na verdade, parecia não se importar com mais nada depois de ter fracassado em conversar com uma garota. Sem Mão reproduz um desenho de um homem com terno roxo e gravata que Raul havia feito. A única diferença, no entanto, foi que sua reprodução ficou parecendo o cruzamento de um desenho de uma criança sem talento com um feto malformado em um pote com formol. Após isso, aparentemente Sem Mão ficou tão entediado quanto nosso protagonista e decidiu voltar a andar, quando de repente veem Marcos e o namorado da amiga de Sabrina tentando tirar a namorada de Marcos e a amiga de Sabrina de um banco no qual estavam todas sentadas. Giovane pensou que poderia ser Marcos querendo ajudá-lo a conseguir, mas qual seria sua motivação além de perder dinheiro? E eles conseguiram tirar as garotas do banco, deixando Sabrina sozinha, que decidiu levantar e começar a andar, mas nosso herói não pensou em abordá-la, simplesmente não tinha a coragem para isso. E acontece que ele era um cara muito corajoso quando se tratavam de brigas e tudo mais (até enfrentou um bando de garotos que estavam o incomodando uma vez), mas quando se tratava de garotas, ele não sabia o que fazer. Depois disso voltou para a sala a tempo de acompanhar as duas últimas aulas de geografia. Contudo, no final da última aula, Marcos veio conversar com nosso herói:
- E aí cara, cadê meus dez reais?
- Eu não falei com ela, logo não tomei um fora, o que significa que eu ainda fico com meu dinheiro.
- Porra, cara. Qual a dificuldade? É só chegar lá e falar " eu estou afim de você, vamos ficar juntos? " E acabou.
- Se fosse tão fácil assim, eu já teria feito há um ano e oito meses atrás...
- Mas é fácil!
- Não para mim. Me falta coragem.
Então Marcos decide tomar uma abordagem mais agressiva.
- Olha lá a bunda dela como é grande! Você não quer ter isso?
Giovane continuava dizendo que não tinha coragem.
- Olha lá, o cara foi dar tchau para ela e passou a mão na bunda dela! E ela ainda deu risada! Você vai deixar o cara fazer isso com sua futura esposa?
O sangue de Giovane fervia, como se ele mesmo fosse explodir a qualquer momento, mas ele era um cara calmo e conseguiu se manter normalmente apenas dizendo " calma e tranquilidade " a si mesmo enquanto Marcos dizia:
- Se amanhã você não conseguir, você vai ter de dizer para todo mundo que você é um merda e eu sou superior!
- Okay, já me considero um merda normalmente...
Mas aquela conversa lhe deu forças para o que ele faria no dia seguinte.
Dia 17 de agosto de 2018, nosso herói está prestes a sair de casa, enquanto seu pai assistia tevê, e de relance, pôde ver a notícia mais bizarra que já havia visto em toda a sua vida: " Homem-Aranha do crime " que aparentemente era um ladrão que escalava prédios tão bem que recebeu esse nome.
Chegando na escola, pronto para fazer um trabalho de artes, acaba descobrindo que haveria outra aula vaga, já que sua professora tinha faltado, o que o deixou feliz e enraivecido. Quando já havia saído da sala e estava andando pela escola, começa a falar com Sem Mão desse livro que está sendo escrito agora mesmo.
- Vai ter muita coisa nesse livro!
- Essa conversa também?
- Provavelmente, já que eu vou colocar qualquer coisa que pareça insignificante o suficiente no lugar de alguma informação que seria crucial, ou seja, essa conversa vai direto para ele.
- Bem, isso não seria meio que...
- Um Inseption muito foda!
- Eu ia dizer quebra da quarta parede, mas Inseption também está valendo.
- Não é bem uma quebra da quarta parede. Eu só estaria fazendo isso se eu dissesse: " Ei, você aí que está lendo esse livro, como é que você está? "
- É, realmente...
Ao andar, se deparava algumas vezes com Sabrina andando com Marcos e outra pessoa não apresentada anteriormente: Kauã. Em algum momento, Marcos tentou parar Giovane o empurrando e lembrando que ele tinha de concluir sua tarefa naquele dia, ou então seria um fracassado.
- Você tem até hoje para conseguir.
- Veja bem, meu amigo, até a meia-noite ainda é hoje.
E essa foi uma sacada bem esperta, tenho que admitir. Enfim, nosso protagonista continuou andando um pouco até que...
- Giovane! Chega aqui! – Disse Marcos aos berros sentado em um local perto de uma árvore.
- Porra... – Disse Giovane.
E foi andando até chegar a ele.
- Que foi, cara? – Perguntou em tom de desânimo.
Eu preciso que você tire uma foto.
" Uma foto? " Pensou Giovane, achando que poderia ter um esquema armado por Marcos.
- Ok, vamos lá!
E foram caminhando em direção à uma outra parte da escola. Quando chegaram, nosso herói se pôs em posição e segurando o celular de Marcos, estava pronto para fotografar. Enquanto olhava para a tela do celular, podia ver Sabrina e sua beleza, ao mesmo tempo que pensava " Caralho, eu sou um merda meu irmão! " E tirou a foto. No entanto, o que não sabia, é que quando já ia se retirando do local, Marcos o chamou e disse:
- Não, cara. A gente só quer que pegue essa parte da parede.
- Ah, ok.
E novamente estava em posição observando Sabrina pela câmera, e logo tirou outra foto. E dessa vez, conseguiu voltar à sua rota sem ser chamado mais uma vez. Andava e andava, sem rumo, sem destino, sem coragem, quando com sua super audição pôde ouvir Sabrina discutindo com Marcos, atrás dele.
Ouvindo isso, ela decide desafiar Marcos para uma briga, e ele logo se acovarda. Como Giovane, ele não tinha coragem. Quanta hipocrisia, não é mesmo, caro leitor? No entanto, ele logo teve uma ideia.
- Vai lá e usa essa raiva no Giovane!
E Giovane continuava andando na frente apenas ouvindo essa conversa, quando foi chamado.
- Giovane! Chega aqui!
E lá ele foi conversar com ele.
- O que foi dessa vez?
- A Sabrina quer te dar um soco.
Mas ela não queria.
- Não, eu não vou! – Disse ela.
- Por que não? – Perguntou Marcos
- Porque eu estou com raiva de você, não dele!
Mas depois dessa breve conversa, Giovane notou um olhar de Sabrina dirigido ao nosso herói. Sabrina realmente teria olhado para ele da forma que imaginava? Ou só estava ficando louco? Descobriria tudo isso em breve...
Dia 18 de agosto de 2018, sábado, por volta das 22:30 da noite Giovane é contatado por Marcos com uma mensagem:
- E aí, cara?
- Opa.
- Tudo beleza, cara?
- Tudo de boa.
- Então, cara... eu acho que você perdeu a aposta.
- Não, pois a aposta não tinha prazo. A única coisa que tinha prazo era eu dizer que sou um merda e a sexta já passou, então você foi enganado...
- Aí é que está, meu amigo quem está se enganando é você mesmo. O único que está sofrendo por amor é você.
- Sim, mas ainda assim, a cada dia minha coragem vai aumentando...
- Não se iluda meu pobre amigo. Esse seu coração não merece sofrer!
- Eu estou apenas contando os fatos.
- Não ame aquela garota, ela não merece você.
- Se fosse tão fácil assim... E você não vai me fazer desistir, porque sou brasileiro e brasileiro não desiste nunca!
- Entendo, apenas não quero que sofra por algo que não tem futuro.
- Eu já sofri para caralho, eu tentar isso não vai aumentar a dor que eu sinto por não estar ao lado dela.
- Você realmente quer isso, não quer?
- Sim, porra!
- Para que você possa ver que eu não estou mentindo. Eu nunca disse isso para você, porém... eu realmente não tenho nada para fazer.
- Etcha porra!
- Sim, essa foi a única palavra que você nunca me ouviu dizer.
- E qual seria? – Perguntou Giovane apenas para ver Marcos admitindo que estava tão perdido quanto ele.
- Eu não sei o que fazer.
- Ca ra lhou.
- Por conta dela, não tem muito o que fazer.
- Isso mostra que é um caso absurdamente difícil.
- Sim, porém não impossível.
- Até porque nada é impossível, exceto o Palmeiras ganhar um Mundial. Isso é impossível.
- Kkk verdade. Como eu já vi que você não vai desistir da Sabrina...
- Certamente que não.
- Eu vou pelo menos tentar ajudar.
- Que bondoso.
- Porém, como nada na vida é perfeito, eu vou usar minhas técnicas...
- Caralho. Tenho trauma dessas técnicas.
- Pode apostar! Até porque, eu aprimorei elas...
- Acho bom mesmo, kkk
- Porém não foi para um lado bom! Foi para um lado mais extremo.
- Puta merda.
- Eu já pensei no que vou fazer. Funciona muito em filmes e novelas.
- Diga-me.
- Vou trancar vocês dois, em algum lugar sozinho.
- Caralho. – Giovane já sabia que aquele plano não iria funcionar, porém decidiu ouvir até o fim.
- Vai ser perfeito. Você vai ver, aí é por sua conta. Na verdade, a parte mais difícil sempre vai ser para você.
- Eu estou com um certo medo do que pode acontecer.
- Ela pode falar tudo que sente por você, ou ela pode ficar de fato com você.
- Ou pode não acontecer nada.
Depois de um tempo de conversa Marcos se convenceu de que seu plano não era dos melhores. Até que disse:
- Eu te ajudo e você me ajuda. Eu te ensino o que sei, e você o que sabe...
- O que exatamente você precisa?
- Eu quero saber como você pensa tanto e quero saber como você é tão concentrado, etc....
- Caralho, sério?
- Sim.
- Ok, aqui vai. Não tem segredo: Você só tem que pensar que sua vida dependesse daquilo. Mas, o lance de ser pensativo, acho que é porque eu não tenho muito o que fazer, apenas pensar.
- Ótimo!
- Espero ter ajudado.
- Ajudou sim, muito obrigado. Agora o que você precisa?
- Fora o lance da Sabrina, nada.
- A melhor opção seria chegar nela em alguma hora em que ela estivesse sozinha ou falar que é uma conversa em particular.
- Sim, o lance é que eu preciso de coragem.
- Quer saber, você transmite confiança. Algo que eu queria muito transmitir.
- Só reprimir suas emoções e mostrar nos momentos mais cruciais.
- Como assim?
- Você nunca sabe se eu estou feliz ou triste, certo?
- Certo.
- Mas as minhas emoções mudam. Tudo que eu faço é mostrar o que eu quero que os outros vejam: A minha cara de indiferença de sempre.
- Porra.
- É basicamente só isso.
- Valeu, cara.
- Você me ajuda muito, estou retribuindo.
- Muito obrigado. Mesmo, cara.
- Não há de quê.
Dia 19 de agosto de 2018, Marcos envia uma mensagem por volta das 21:00 para Giovane:
- Cara, estamos na mesma situação. Eu me apaixonei e ela não dá bola para mim. Fudeu, eu me apaixonei. Isso não é natural no universo.
- Vamos conversar.
- Fudeu.
- Você se fodeu.
- Sim, Fudeu. Eu me apaixonei e isso não é normal da porra da natureza! Eu sou Marcos Ribeiro, não posso me apaixonar!
- Agora sente o que eu sinto há quase dois anos. Não é fácil quando é com você, né?
- Literalmente não. Mano, ela é maravilhosa e não me dá bola. Nem com meus truques e experiência não consigo.
- Você sabe que se eu conseguir ficar com a Sabrina e você não pegar essa mina, o mundo deu uma puta volta.
- Sim.
- Algo de errado não está certo.
- Nem um pouco. Mas, mano ela é perfeita! Pensa na Sabrina e multiplica por 20.
- Impossível!
- Juro.
- Para mim não existe nenhuma garota na face da terra que se compare à beleza da Sabrina. Acho que o amor faz isso...
- Mano, Fudeu. Eu me apaixonei. Pera aí...
- Eu poderia ser muito cuzão e não ajudar, mas você tentou me ajudar, então farei o que puder.
- Pronto. Não sou mais apaixonado.
O amor não é brincadeira de criança, é coisa séria e não se livra do amor tão rapidamente. E Giovane sabia disso, então ou Marcos não estava apaixonado desde o início, ou ainda estava apaixonado ou talvez estivesse inventando tudo aquilo.
- Ata kkk.
- Sério, passou. Eu me controlei.
- O amor vai e vem como uma montanha-russa.
- Não. Não comigo.
E foi então que nosso herói se preparou para fazer um dos melhores discursos de todos os tempos.
- Você pode ter esquecido agora, mas vai pensar nela de novo. E aí fodeu. Mas, se tem uma coisa que eu aprendi é que você tem que insistir...
- Não. Foda-se.
- ... até não ter mais forças. Você não vai esquece-la, apenas aceite o destino. Se você não tentar, alguém vai e você vai ficar muito arrependido. Então você não vai desistir, porra! Logo você, o cara que me incentivou a correr atrás da Sabrina, não pode simplesmente desistir. Essa pode ser a mulher da sua vida, então você teria que ser muito burro para deixar de tentar. E é por isso que você vai correr atrás dela.
Esse foi um puta discurso. Foi tão bom que parece que foi redirecionado a si mesmo e deu forças para ele fazer o que faria amanhã.
Dia 20 de agosto de 2018. O que nosso herói fez? Nada! Até tentaria falar com Sabrina, mas o problema é que não a via. Ficou todo depressivo por passar mais um dia sem conseguir e foi para casa. Chegando lá, sente uma certa fome e decide fazer uma omelete. Uma coisa que deve ser dita anteriormente, é que independente de quanta pimenta do reino colocasse, não conseguia sentir a picância que deveria. Fazendo a omelete, coloca pimenta do reino e seus dedos ficam sujos. Logo vem seu pai, com uma má intenção.
- Lambe a pimenta aí para você ver que não arde quase nada.
Giovane confiava em seu pai então provou e por um segundo pensou " nossa, não arde mesmo ", mas estava muito enganado e arrependido, pois depois de dizer isso, pôde sentir sua língua queimando como carvão em brasas, então pensou " vou tomar um copo de leite e estará tudo resolvido ", acontece que no momento a caixa de leite que estava na geladeira, havia acabado e Giovane teve que esperar cerca de trinta segundos de pura dor e sofrimento até conseguir abrir outra caixa de leite.
Esse pequeno conto não interfere em nada nossa história, mas achei que deveria ser compartilhado.
Quinta-feira, 23 de agosto de 2018. Nosso herói já está na escola durante a terceira aula, esperando o sinal para o intervalo. Ao ouvi-lo, Giovane, como sempre, começa a andar em voltas, porém, mais uma vez se depara com Sabrina, mas dessa vez ela não está andando, e sim parada com algumas garotas, o que eliminava completamente a possibilidade de tentar fazer seu plano, então apenas segue seu caminho. Voltando para a sala, ele não sabia, mas sua vida que já era depressiva, estava prestes a ficar pelo menos três vezes pior, por um tempo. Ao entrar e sentar em sua cadeira, pôde ouvir Yasmin, sua prima, dizer claramente que era um cupido, logo em seguida Sabrina conversa com alguém que ele não conseguira identificar, mas ouve a seguinte frase durante a conversa " Eu virei e dei um beijo na mina ". Naquele momento, não sabia o que fazer. Seus olhos começaram a lacrimejar como se estivesse cortando um milhão de cebolas enquanto um anão tailandês chicoteava suas costas. Sentiu que todo o sentido de sua vida havia acabado, sentiu-se como se o chão que estava aos seus pés havia desabado. Para esconder sua tristeza de todos e de si mesmo, Giovane adotou um comportamento bem agressivo, mas enquanto conversava com Marcos ouviu-o dizer:
- Vamos fazer uma aposta amanhã. Tipo os gringos jogam pôquer e apostam salgadinho essas coisas, já a gente que é fudido aposta bala. A gente poderia, sei lá, jogar algum jogo de azar tipo pôquer, truco...
- Eu toparia um truco. – Disse nosso protagonista.
- Ok, então amanhã todo mundo traz bala para apostar e a gente joga um truco.
Chegando em casa, de noite, Giovane decide contar a seus amigos sobre o motivo de ter ficado tão furioso a partir do intervalo, exceto por uma parte que ele não conseguia parar de rir como se fosse um retardado " Bebidas Xabás ". E ao contar para Semeão, ele recebe um discurso motivacional quase tão bom quanto o que havia feito para Marcos.
- Giovane, sabe o que você precisa?
- O que?
- TVNC
- Wtf?
- Tomar vergonha na cara.
- Porra, semeon.
- Criar coragem e ir.
- Sim. Só preciso do meu bigode, ele me transmite segurança.
- Não deixe que coloquem o dedo na sua cara e digam quem você é!
- Minha autoestima começou a subir...
- Virou mó conversa motivacionap. Maldito correto. R.
- Maldito analfabetismo!
- Cara, você é o cara!
- É bizarro que eu nunca pensei que não conseguiria por falta de coragem, mas sim por rejeição.
- Você vai conseguir. Se tiver a lábia mais do que perfeita, você é imbatível!
- Sim, eu só preciso chegar nela.
- E puxar um bom papo.
- Com puxar um papo, você deve saber que eu vou chegar fazendo a proposta.
- Hum, é mesmo?
- Se a porra do Marcos tivesse seguido o plano...
- Então quando você chegar nela, já sabe...
- Agora tenho que ir.
- Vou recobrar o favor do Marcos, mas falous.
- O Kauã está mandando eu jogar com ele.
- Olha só, escravatura, mas falous.
Naquele mesmo dia, ele cobrou o favor e Marcos concordou em ajudar.
Dia 24 de agosto de 2018, na escola durante a primeira aula que deveria ser de artes, mais uma vez é uma aula vaga. Ao andar com Sem Mão e Raul, como sempre nosso herói se depara com Sabrina sentada com algumas amigas. Dando algumas voltas, durante uma delas, ao passar pelo grupo de garotas, nosso protagonista consegue ver claramente Sabrina olhar diretamente para ele por cerca de três segundos. E não era qualquer olhar, era um olhar tão certeiro que não havia a possibilidade de ela estar olhando para algum outro lugar. Esse fator somado às informações que Giovane havia conseguido ouvir ao longo do tempo, lhe dava uma chance de 99% de Sabrina estar afim dele.
Feliz para cacete, depois que a aula vaga acaba, volta para a sala e vai fazendo as lições até chegar a última aula de geografia. Todos haviam se lembrado do que Marcos havia combinado sobre o truco. Mas ninguém trouxe um baralho.
Depois de tudo isso, com sua confiança, nosso herói faz uma das coisas que mais se arrependeria em sua vida, ele decide aumentar a aposta que havia feito com Marcos para 20 reais. Se ele conseguisse, seria ótimo ganhar esse dinheiro, mas Giovane não pensou no caso de não ganhar a aposta, pois estava cego pela ganância do dinheiro fácil. Marcos aceita a proposta e dessa vez foi mais esperto por ter colocado um prazo de dois dias na aposta.
Durante alguns dias, nada de tão importante acontece que deva ser mencionado nesse livro. Isso até o dia 30 de agosto de 2018...
Giovane decide que pediria Sabrina em namoro durante o recreio, mas para isso precisaria da ajuda de Marcos, que concordou em ajudar depois de certas negociações.
É chegado o intervalo e a tensão estava subindo, até porque agora além de Sabrina, 20 reais estavam em jogo, e nosso herói não tinha nem perto disso...
Giovane anda durante o recreio procurando Marcos e acaba o encontrando.
- Então, cara... agora seria uma ótima hora para aquela ajuda...- Disse nosso protagonista.
- Ah, sim claro, claro... A gente só precisa encontrar a Sabrina...
E lá se vão Marcos, Giovane e Thiago (Não o Sem Mão) procurando a garota. Até que Marcos tem uma genial ideia (sem sarcasmo).
- Giovane, faz o seguinte: fica ali na árvore que eu vou ver se eu encontro ela e chamo-a aqui.
Nosso herói concordou com a cabeça e foi se dirigindo à árvore. Chegando lá, não parava de pensar o que iria dizer, até que de relance, consegue ver Marcos caminhando com Sabrina em sua direção. Eles haviam chegado.
- Então, o Giovane tem um negócio para te falar...
"É agora", pensava Giovane. Não havia mais escapatória.
- É então, é sobre o lance que eu ia falar ontem... Sabrina eu sou absurdamente afim de você, e você sabe disso, então... quer namorar comigo?
- Então... no momento eu não estou disponível..., mas se quiser a amizade, estamos aí.
Ele se sentia arrasado, detonado, zuado, fudido, quebrado.
Aquelas palavras ecoaram na cabeça de Giovane, que agradeceu a Sabrina por ter cedido seu tempo e foi embora andando. Por incrível que pareça, ele se sentia libertado. Triste, porém, libertado.
E nossa história termina aqui com um final não tão feliz(ou será que não?).
E com essa finalização, eu agradeço por ter tirado um tempo do seu dia para ler isso.
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2019.07.26 23:16 gabegabegabegabegab Joguei fora um relacionamento bom... sentia inveja e não conseguia superar esses pensamentos

Algumas pessoas estão perdidas. Nesse momento to sendo a pessoa perdida, ou sou, sempre fui, sei lá. Sou um completo avarento emocional, mt apegado a ideias e devaneios. Descobri a pouco tempo isso... ou pude nomear, vamos dizer.
Comecei um relacionamento a três meses atrás com um menino incrível, três anos mais novo. Eu 22, ele 19. O que nos uniu? Era ex do meu ex, mas ficaram pouco tempo juntos, e isso nem era assunto importante entre a gente. Ao longo do tempo, ele se mostrou uma pessoa perfeita aos meus olhos, mas eu quis negar isso a todo custo. Em meus devaneios, coloquei a carroça na frente dos bois, coloquei algumas certezas que eu tinha e que estava enfrentando quando nos conhecemos a frente das coisas boas que aconteciam no presente. Alimentei inveja pelas conquistas, pensamentos e jeito de ser dele. A todo instante juntos, por mais que estivéssemos nos conhecendo, eu estava inseguro, sem saber onde colocar as mãos quando juntos. Sabe como é? Um desconforto, um medo de me permitir. Com os dias passando, fiquei pensando (deixando só internamente) que aos 19 anos ele já era mais bem sucedido (em coisas idiotas) e bem mais maduro que eu, e isso me corroeu por dentro. Começamos muito intensos, e eu o pedi em namoro num passeio super incrível que fizemos.
Logo, cheio de devaneios, tentei fugir, tentei terminar sem argumentos cabíveis, tentei escapar da falta de controle que ele me causava. Tudo era bom, menos eu ali. Não tava suportando isso. Me comparava o tempo todo.
Diferente de como eu me sentia com outras pessoas, com ele eu me sentia frágil, menor. Até que um dia fui rude demais e no momento de me desculpar, me abri e falei algumas coisas. Nesse momento chorei, e não parei mais. Sentia a sensação de limpar uma represa interna. Ao mesmo tempo, envolto a uma ambivalência de sentimentos, eu admirava ele. Claro, a inveja só parte da admiração. Mas não foi isso, eu conseguia enxergar por cima desta barreira e meu consciente dizia que ele era especial, por ser alguém maravilhoso, disposto a felicidade, feliz, e querendo estar comigo. Eu sempre tentei dividir o que sentia, numa busca de que ele fosse ao menos parecido, que eu pudesse ter empatia e me sentir de novo no lugar confortável de quem ajuda, não de quem é ajudado. Minha insegurança é tão grande... E o pior: tivemos que terminar para eu ver... Então voltamos, porwue ele me convencia, e eu aceita porque achava que ia melhorar.
Então, após os dias de choro e deconforto, fui buscar ajuda em vídeos no youtube sobre emoções, bloqueios e tal. Fiz descobertas maravilhosas, e uma delas foi de que (posso ser) um avarento emocional: aquele que não aceita coisas boas, prazer, surpresas, ambiguidades e paradoxos da vida cotidiana. O avarento quer tudo pra si e remói a tristeza em seu mundo particular. Depois de umas semanas daquele período de descobertas intensas (lidando com memórias traumáticas sem acompanhamento psicológico, não façam!), eu voltei a me fechar e decidi, de uma hora pra outra, terminar. Aleguei não estar bem comigo mesmo: que não aguentava mais a pressão interna que eu colocava em ser "bom", que ele não era o que eu queria pra mim (mentira), que eu pensava o dia todo nele e não tava resolvendo minhas outras coisas. Quem termina por esses motivos um relacionamento bom, me diz? Agora que terminamos, eu não sei bem o que fazer. To desprotegido, criando na minha mente tantos "e se", mas também mais calmo do que antes. Ele gosta de mim, muito. Eu gosto dele, mas sou tão estúpido que não me permito largar todas as minhas memórias do passado, minhas certezas. Também acho que tudo precisa ser perfeito pra ser bom, sou metódico, e bem imaturo ao mesmo tempo. Tenho medo de estar com 22 assim e nunca mudar. Percebem? Eu falo muito de mim mesmo... uma merda. Eu realmente gosto muito dele, ele me fez acreditar que um relacionamento pode ser bom de verdade, me fez ressignificar um relacionamento, me mostrou o que é estar com uma pessoa nas horas boas e ruins, ser parceiro, em acreditar que um namoro é para as pessoas estarem melhores juntas do que separadas. Ele é foda. Um menino, cheio de sonhos, que apareceu na minha vida quando eu tava bem sozinho, que nunca me julgou, sempre me apoiou. Não estou exagerando, ele é assim mesmo. Eu capricorniano, ele geminiano. As vezes o amo em segredo, queria me permitir, mas não me acho bom, não acredito que amor é uma coisa pra mim. Penso em um dia quem sabe me resolver... Outras vezes queria ser ele, ter a vida dele. Sou triste, ele feliz. Por medo que tudo isso se tornasse doentio dentro da minha cabeça, resolvi afastá-lo num golpe de palavras terminadas em "não quero mais". Ele é maravilhoso, ficar junto e tudo mais, mas nunca consegui deixar de lado minhas questões de inferioridade e relaxar. Do lado dele, sei que gostou de mim, mas também não ficaria muito tempo com alguém que o inveje mais do que o ame, eu acho, pois acabo me privando de mostrar que gosto dele por pensamentos viciados. Ele não queria terminar. Como é difícil estar perdido, se sentir ruim e fazer escolhas ruins sempre. Fui péssimo... me arrependo, mas e se eu voltar, vou superar tudo e conseguir amá-lo sem amarras?
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2019.07.07 23:07 almofarizdosombra Feedback sobre texto

Nos últimos tempos, tenho andado a escrever uma pequena história e gostava de ter algum feedback. Já mostrei a alguns amigos, mas queria obter outro tipo de feedback menos parcial. O objetivo não é necessariamente publicar, mas também melhorar e aprender algumas coisas. Deixo aqui os primeiros três capitulos. É um romance dramático. Desde já obrigado a quem tirar um pouco do seu tempo para ler. Qualquer tipo de feedback é apreciado.

I
Sempre Bem
Sinto o seu cabelo suave enquanto lhe acaricio a cara lisa e macia. E linda. Muito linda. Aqueles cabelos sempre foram a minha perdição. Pretos, encaracolados, macios e cuidadosamente bem tratados. Mas não se pense que sou fraco, afinal até os homens mais fortes têm fraquezas. Vide o exemplo do Super Homem, individuo possuidor de uma super força, uma super velocidade, invulnerável até à mais poderosa bomba nuclear. Exceto à kryptonite. Com as devidas diferenças, eu acredito que sou um Super Homem. E aqueles cabelos são a minha kryptonite.
Ela agarra-me a mão como ninguém sabe agarrar. E mesmo que soubesse, ninguém era capaz de o fazer como ela que emprega toda a sua dedicação, emoção e amor naquele gesto. Amor. Será que ela me ama? Será que eu a amo?
Aproximo-me até estarmos quase colados. Ela está estranhamente calma. Eu estou estranhamente calmo. É como se já soubéssemos o que vai acontecer. Na verdade, não era difícil de advinhar. Há coisas na vida que são inevitáveis como o céu ser azul, depois de sábado ser domingo ou a morte. Mas mesmo nas inevitabilidades, a vida consegue ser imprevisivel. Peguemos no exemplo da morte: toda a gente sabe que vai morrer, mas não sabe quando, como, onde nem porquê. Até há quem já esteja morto e ainda não saiba. Mas eu não gosto de pensar na morte. Eu, qual Super Homem, estou sempre bem.
Os nossos lábios tocam-se ou pelo menos eu acho que sim, mas não tenho a certeza. Não tenho a certeza porque não sinto. Nada. Todo aquele momento inevitável que era suposto ser o pináculo da nossa relação até então, tantos rios que fizemos para desaguar naquele mar e agora estou adormecido. Vem-me à cabeça Let It Happen de Tame Impala.
It's always around me, all this noise, butNot really as loud as the voice saying"Let it happen, let it happen (It's gonna feel so good)Just let it happen, let it happen"
All this running aroundTrying to cover my shadowAn ocean growing insideAll the others seem shallowAll this running aroundBearing down on my shouldersI can hear an alarmMust be morning
É mesmo de manhã. Pego no telemóvel para ver as horas: 7:30. Foda-se, já estou atrasado. Procedo à minha rotina matinal: desligo o alarme; levanto-me da cama; ligo a torneira para aquecer a água; vou buscar a toalha e a roupa interior; sento-me na sanita a pensar na vida enquanto espero que a água aqueça; tomo banho; volto ao quarto para me vestir; como o pão com manteiga e bebo o café que a minha magnífica mãe pôs na secretária enquanto estava no banho; arrumo o PC e o carregador na mochila; ponho os headphones e ligo o Spotify. Tudo isto em meia hora. Não sei se é rápido ou lento, mas já sigo esta rotina há tanto tempo que o faço inconscientemente.
No caminho até ao autocarro, cruzo-me sempre com quatro cães. O primeiro é pequeno e peludo e traz consigo uma certa inocência e fragilidade; o segundo é já bem mais forte e imponente, mas muito calmo e pacífico. Acho que nunca o vi a ladrar ou sequer agitado o que não é muito normal para um cão daquela envergadura; o terceiro é a personificação do ditado “cão que ladra, não morde”; por último, mas não o menos importante, um pouco mais distante dos outros três, está o meu favorito: um pastor alemão de médio porte, tristonho, solitário e carente. Não sei o que se passa com ele, mas, seja a que hora for, está sempre deitado no chão no mesmo cantinho a olhar para a pequena porta gradeada à sua frente, esperando uma alma caridosa que passe para lhe dar o carinho que ele necessita. E eu bem tento, mas ele não me deixa. É bem jogado, eu não sou de confiança. Dejá vu. Tenho tanta pena dele que até já pensei em raptá-lo para lhe dar uma casa em que ele seja amado. Até comentei isso com ela.
Nós falamos tanto. Não me lembro da última semana que passei sem falar com ela, seja por mensagens ou (o meu favorito) pessoalmente. Por vezes estou eu perdido nos meus pensamentos como muitas vezes acontece e dou por mim a pegar no telemóvel e mandar-lhe uma mensagem. Falamos da vida, da morte, do sol, da chuva, do ontem, do amanhã e de cães. Ela tem uma cadela linda. Gosto tanto dela que é o meu wallpaper do telemóvel.
Já cheguei e nem reparei. Faço isto tantas vezes que já é automático. Instantâneo. Às vezes gostava que não fosse assim, que tomasse mais atenção ao que me rodeia, que aproveitasse mais os momentos, mais lentamente. Na verdade, neste caminho rotineiro, só há duas coisas às quais presto atenção e vejo com olhos de ver: cães e mulheres. Os cães iluminam o meu dia e aquecem o meu coração de tão fofos e inocentes que são. As mulheres fazem-me viajar. Por cada uma que passo, reparo nos seus traços, na sua postura, no seu olhar e imagino que aquela pode ser o amor da minha vida. Mas não é. Nunca é. E ainda bem para elas, certamente estão melhores sem mim. Dejá vu.
Chego ao portão e vou buscar o telemóvel para ver qual é a sala. Tenho uma mensagem do Diogo. «Não vens à avaliação?». Foda-se, esqueci-me. Não faz mal, eu safo-me, estou sempre bem.
II
Música Fria
“Isola-se a incógnita no primeiro membro e passa-se tudo o resto para o segundo membro com a operação inversa”.
Olham todos para mim com raiva e inveja. Outra vez.
“Certo, mais uma vez, mas na próxima não quero que sejas tu. Quero ouvir os outros”.
Eu não pedi isto. Eu não tenho culpa. Parem de olhar assim para mim. Enfio a cabeça no caderno e tento afastar os olhares, a inveja e a raiva da minha cabeça. Foca-te. Pensa em momentos melhores. Respira. Quem me dera que a Filipa gostasse de mim. Não, é impossível. De todos os pretendentes, nunca me iria escolher. Quando tens pretendentes muito mais fortes, confiantes e experientes, porquê escolher o mais fraco? Para não falar da beleza dos candidatos que é um fator muito relevante nestas discussões. Aí a diferença é abismal. A única vantagem que tenho é que somos amigos, mas a amizade não conta muito nestas coisas.
Dou por mim a resolver o resto dos exercícios. Já é automático. Instantâneo. Para mim, a matemática corre-me nas veias. Quem me dera que fosse assim nos outros aspetos da vida. Quem me dera que todos gostassem de mim. O meu sonho é que um dia toda a gente goste de mim. Vai ser tão fácil viver sem os olhares de julgamento, a inveja, o ódio.
Levantam-se todos, é hora de intervalo. Dez minutos a respirar ar fresco enquanto dou voltas à escola. Apesar de tudo, uma pessoa tem que se manter em forma. Se passo o dia numa sala e as aulas de educação física são o que são, como é que é suposto manter a forma física? Além disso, não tenho mais nada de interessante para fazer. Os temas de conversa são aborrecidos, não aprendo nada. E se não estou a aprender ou a evoluir é uma perda de tempo. Encontro a Filipa ao voltar para a sala. “Vais ficar hoje?”. Hoje é a reunião dos pais e normalmente a turma toda fica lá fora à espera deles. É melhor que ficar em casa sozinho com fome à espera que a tua mãe volte para te fazer o jantar. Assim pelo menos posso comprar um Snickers na máquina para enganar a fome. “Não sei.”. “Fica. O que é que vais fazer em casa sozinho?”. Eu já sabia que ia ficar. Estava só a fazer um teste para ver se ela se importava.
As aulas da tarde são sempre a mesma coisa. O que é habitualmente uma turma irrequieta, está agora apática.
“Dom João quarto casa com Luísa de Gusmão a 12 de janeiro de 1633”.
Quem me dera viver nesta época. Era tudo tão mais fácil. Evitava-se todo este jogo para descobrir se aquele era realmente o amor da tua vida, se vale a pena continuar, se vale a pena tentar ou se o amor da tua vida existe sequer. Simplesmente combinavas com outra pessoa que iam ser o amor das vossas vidas. Dava jeito a toda a gente. Evitava-se todo o tipo de confusões, dramas e lamúrias. Há quem diga que isso é que traz a magia às coisas. Eu digo que é uma merda. No modelo antigo, pessoas como eu podiam ser felizes. Assim, a possibilidade é bastante baixa para não dizer nula.
“Qual é a tua música favorita?”, pergunta-me a Filipa enquanto vejo a mãe a passar.
“Não gosto de música”.
“O quê?! Nunca conheci ninguém que não gostasse de música. É impossível. Toda a gente gosta de música.”.
“Eu não gosto”. Desta vez não estava só a tentar ganhar a atenção dela, é mesmo verdade, não gosto de música.
“Vou-te mostrar uma música.”. Olha para o telemóvel e põe uma música. Até não é má.
“É uma música fria”.
Ri-se. “És estranho.”. Diz isto enquanto me olha nos olhos. “Olha quero pedir-te um favor.”.
“Diz”.
“Ando a ter algumas dificuldades com matemática e pensei que tu me podias ajudar. Podíamos aproveitar este tempo e tu vinhas a minha casa fazer os TPC’s comigo. Que achas?”.
Ela não tem dificuldades a matemática. Pelo menos nunca aparentou ter até agora. Ou será que tem? As aparências iludem. “Pode ser”.
Sorri. “Vamos então.”.
É a primeira vez que alguém me convida para a sua casa. Não sei o que esperar, mas vai ter que ser rápido senão a minha mãe preocupa-se. Provavelmente consigo fazer aquilo tudo em dez minutos sem problema.
Afinal é isto. Mesmo que me tivessem dito que ia ser assim, que era disto que devia estar à espera eu não acreditava. Olho para o meu lado esquerdo e vejo a Filipa um bocado abatida. Compreensível. Se para mim foi anticlimático, imagino como terá sido para o outro lado. Tenho que dizer alguma coisa para tentar mudar este momento.
“Gostei da música que me mostraste. Põe outra vez.”. Vejo-a levantar-se, pegar no telemóvel e pôr a música. Acho que resultou. Pelo menos para mim o ambiente está melhor.
III
Tem de Ser
Estico-me para chegar ao telemóvel. “Posso meter uma música?”. Incrível como passados estes anos todos ainda continuo a ter os mesmos hábitos.
“Claro.”. A Sofia olha para mim como se aquele fosse o melhor momento da sua vida e eu fosse o principal responsável por isso. Chego-me perto para retribuir. Beijo-a ao som da Musica Fria. É um bom momento. Por alguns instantes, engana-me. Mas não é ela.
Volto ao telemóvel e abro as mensagens. Já não lhe mando uma mensagem há muito tempo. «Olá». Ela já sabe como isto funciona. Daqui a umas horas, vai-me responder e vamos falar da vida, da morte, do sol, da chuva, do ontem, do amanhã e de cães. Talvez até tenha sorte e receba alguns vídeos da cadela dela.
“Na quarta saio mais cedo. Podias vir aqui.”. A Sofia quer demasiado. É sempre aqui que as coisas começam a descambar. A minha vida amorosa é um ciclo vicioso. Começa sempre no verão e com ele vem uma sensação escaldante, uma energia renovada, a vontade de fazer mais e melhor a cada dia que passa. É por esta fase que ainda não desisti. É por isto que quase vale a pena. Sorrateiro, mas sem piedade, chega o outono. As folhas verdes e viçosas que antes emanavam esperança, estão agora castanhas e cansadas espalhadas pelo chão. É aqui que percebo mais uma vez que ainda não é esta. Não é ela. Aquilo que fazias no verão já não o consegues fazer. É demasiado frio. Agasalho-me para me sentir um pouco mais quente e preparar o inverno. Chega o inverno rigoroso. Todos os anos chega de rompante, sem avisar, sem dó nem piedade. Deixa-me a tremer de frio. Já não faço nada do que fazia no verão, só me apetece ficar em casa à espera que passe a tempestade. Lentamente, chega a primavera. Sinto um cheiro a ilusão no ar, há uma esperança renovada, uma certa vontade de voltar a repetir tudo à espera que desta vez o resultado seja diferente.
Repetir a mesma coisa vezes sem conta à espera de um resultado diferente: a definição de loucura. Todos os génios têm um pouco de loucura e eu, como génio que sou, não fujo à regra. Como génio a minha primeira invenção será um sistema de emparelhamento de casais. Nada dessas aplicações de encontros que há por aí. Nada disso. O meu sistema vai oferecer uma probabilidade de 99,9% dos participantes encontrarem o amor da sua vida. Para isso, os candidatos terão que passar por várias relações com término definido, a fim do algoritmo estudar as suas reações nesse espaço de tempo e também ao término inesperado da relação. Ah sim, esqueci-me de dizer que nenhum deles vai saber quando a relação acaba, isto para fazer com as reações sejam genuínas, com o objetivo de obter dados com a maior credibilidade possível. Também não vão saber quantas relações terão que passar até atingir o tão esperado amor da sua vida ou quanto tempo isso vai demorar. Agora que penso, se calhar este sistema já existe. Se calhar eu estou neste sistema. Se calhar estamos todos neste sistema. Se estivermos mesmo, eu sou a anomalia estatística. O 0,1%. A margem de erro. Não se pode ter sorte em tudo.
“Claro, achas que não ia aproveitar mais uma oportunidade para estar contigo?”. Tretas. Mentiras que eu repito na minha cabeça para me fazer acreditar que é mesmo verdade quando já sei o desfecho desta história.
Ah!, aquela última semana de verão. Acho que desta vez vou já fechar-me em casa no outono. Parece-me que este vai ser rigoroso.
Vejo-a passar no corredor. Ela repara em mim e vem dar-me um abraço. Adoro estes abraços. Ela abraça-me como ninguém sabe abraçar. E mesmo que soubesse, ninguém era capaz de o fazer como ela que emprega toda a sua dedicação, emoção e amor naquele gesto. Amor. Será que ela me ama? Será que eu a amo?
“Estás bem?”.
“Estou sempre bem, já sabes.”.
Vou ao bolso e tiro aquelas bolachas que ela gosta. Dou-lhe uma e começo a comer a outra. Adoro ver aquele sorriso que ela faz quando lhe dou a bolacha. É como se soubesse o que aquele gesto significa para mim.
“Não pareces bem.”.
Ela conhece-me demasiado bem. Demasiado até para o seu próprio bem.
“Mas estou, acredita. E tu?”.
“Já estou melhor. Um dia de cada vez.”.
Fico triste que ela não consiga ser 100% feliz. Se há pessoa que o merece é ela. Gostava de fazer mais por ela, mas não posso. Não consigo. Dou-lhe um beijo na testa e sigo para a aula.
«Hoje vou fazer aquela massa que tu gostas <3». A Sofia faz questão que eu não me esqueça dos nossos compromissos. Olho lá para fora e sinto o outono a chegar. Há uma certa beleza e tranquilidade nesta parte. Apesar de saberes que vêm aí tempos mais frios, ficas de certa forma contente porque tens a consciência do que está a acontecer. Assim, evitas ser apanhado de surpresa e, de repente, ficas sem tempo para te agasalhar. E tu não queres isso. Não queres, porque é assim que ficas doente.
Estou cá fora a fumar um cigarro enquanto olho para a porta. Porque é que estou a fumar? Eu só fumo quando estou stressado. Ou será que isso é uma mentira que eu repito para mim mesmo até acreditar, como tantas outras? Mas esta tenho quase a certeza que é mesmo verdade. Eu passo meses sem fumar até que um dia decido fumar um cigarro. Nestas fases nunca fumo mais do que um maço. Eu nem me apercebo quando elas começam porque não é sempre no outono. É como se o meu corpo dissesse que precisa de nicotina e eu lhe desse o que ele quer. Como muitas coisas na minha vida, já é automático. Instantâneo. Lucky Strike. Reza a lenda que tem este nome, porque, antes da marijuana ser ilegal, alguns maços continham um cigarro de marijuana como bonus.
Já chega. Pára e vai fazer aquilo que vieste aqui fazer. Toco à campainha. Se demorar muito, vou embora. Está calado, faz-te homem. Tem de ser. Há coisas na vida que tem mesmo de ser. É como se costuma dizer: o que tem de ser, tem muita força. Tanta força que me consegue empurrar escada acima, até ao quinto direito, para fazer aquilo que eu não quero fazer. Mas tem de ser.
Recebe-me com aquele sorriso que fazia derreter o coração de muitos. És tão boa para mim, Sofia. Foste tão boa para mim, Sofia.
Oh, I have been wondering where I have been ponderingWhere I've been lately is no concern of yoursWho's been touching my skinWho have I been lettingShy and tired-eyed am I today
Sometimes I sit, sometimes I stareSometimes they look and sometimes I don't careRarely I weep, sometimes I mustI'm wounded by dust
Nada dói mais do que o som duma porta a fechar. O impacto foi tão forte que caí para trás. Fico sentado encostado à parede a olhar para aquela porta que se acabou de fechar. Mais uma. Passa mais uma. Eu não quero saber, podes olhar. Sim, estou aqui no chão a chorar enquanto olho para a porta da mulher que acabei de rejeitar. Algum problema? O único problema aqui é tu não seres ela. Quem me dera que fosses. “É ela, não é?! Eu já sabia!”. Ela não te diz respeito, por isso, quando falares dela, falas com respeito. Era o que devia ter dito, mas eu sou fraco. Nestas questões, sou fraquíssimo. Mas se até o Super Homem tem uma fraqueza, eu também posso ter. No entanto, o que é o Super Homem sem o amor? Podes ser o imperador do mundo inteiro, da galáxia inteira, mas sem amor não és homem nenhum, quanto mais Super Homem.
E se eu me atirasse daqui? Será que morria? Se eu morresse, ninguém ia querer saber. Só ela. E mesmo ela ia ficar triste inicialmente, mas depois ia passar. Até é melhor para ela, evita-se a inevitabilidade a que todas as minhas relações se destinam: fracasso. Todas as amizades, todos os namoros acabam por dar mal de uma maneira ou outra e o pior é que sugo sempre um bocado da outra pessoa comigo. Prefiro não estar cá para ver isso acontecer com ela. Até agora pensei sempre na razão de eu ter tanto azar, afinal eu sou boa pessoa. Agora percebi finalmente. Só há uma possibilidade, um denominador comum, uma pessoa em falta: eu.
Chegou a hora de eliminar os denominadores, mas antes disso tenho que lhe deixar uma mensagem para ela saber o quão boa foi para mim. Desculpa.
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2019.03.06 20:20 kekogames Minha vida era uma bosta

Olá meu nome e Kevin lima tenho 17anos e queria compartilhar algumas experiências que eu tive nesses 6 anos,eu não sei pra quem contar isso então vou postar aqui.
2013-esse ano eu entrei no 6 ano e estava em uma escola nova,o nome da escola era instituto adventista de Manaus (vamo chamar de iam)na minha sala a maioria das pessoas era novata que nem eu então foi uma coisa nova para todo mundo,foi um ano bem diferente conseguir entrar num grupo de amigos que tinha umas 6 pessoas foi um ano legal
2014-ai as coisas começam a ficar piores estava no 7 ano, praticamente todos os meus amigos ou trocaram de sala ou saíram da escola.entao eu comecei o ano meio pra trás,eu era bem tímido e bem gordinho (e meio lezo)então não conseguia fazer amigos eu não falava com quase ninguém eu ficava no canto da sala jogando no celular contando as horas pra que a aula acabasse.em casa aonde eu realmente me divertia adora ficar no YouTube vendo vídeos de Minecraft do monark do Venom e etc.e no Minecraft eu tinha amigos, nos faziamos video chamadas no Skype eu passava mais de 7 horas só jogando com eles era muito divertido.voltando a escola teve uma vez que estávamos sem professor aí ficou um tempo livre,umas 5 pessoas na sala fizeram uma roda e começaram a conversar,aí do nada me chamaram eu peguei minha cadeira e fiquei um pouco com eles(não falei muito)aí do nada começaram a falar sobre namoro e essas coisas, aí uma garota perguntou se eu ainda era BV eu falei que sim,ela perguntou se eu queria beijar ela , então besta do jeito que eu era fiquei recusando (e rindo meio com vergonha) e todo mundo insistindo. No final eu voltei pro meu canto e eu não beijei ninguém.ate hoje eu me arrependo.
2015-foi a mesma coisa que 2014 porém foi um pouco melhor,eu tentei aproveitar o tempo que eu ficava sozinho na escola fazendo nada. Já que eu não fazia nada na hora do recreio (já que eu ainda não tinha amigos) e comecei a refletir um pouco mais sobre a vida ,comecei a me questionar mais sobre coisas como religião,teoria da conspiração,e principalmente como as pessoas se comportam socialmente,eu observava as pessoas e fazia várias anotações de como elas se comportavam sobre diversas situações.em casa eu continuava jogando com meus amigos até fiz um canal de Minecraft.
2016-esse ano foi mais ou menos eu comecei a fazer um diário de todas as coisas que aconteciam ,nesse ano comecei a amadurecer um pouco mais(esqueci de citar um fato importante eu tenho uma irmã que e dois ano mais velha que eu e ela era tudo que eu não era inteligente, engraçada,bonita. Eu não tinha ciúmes dela,porém eu achava ela bem chata.eu era conhecido na escola como "o irmão da Karen)um dia eu estava esperando minha condução eu ficava em uma parte sozinho enquanto a Karen ficava conversando com os amigos dela,aí chegou uma garota do 7 ano e começou a conversar comigo ela era bem legal o nome dela era Rebeca ela gostava de animes e essas merda,aí a Karen saiu do canto dela só pra ficar bagunçando comigo . No carro ela ficou fazendo piadas,até em casa e prós parentes ela enchia a porra do meu saco (filha da puta).então eu parei de falar com ela por que a Karen e uma vagabunda.efim o resto do ano foi uma merda continuavam sem amigos

2017-esse ano as coisas começam a mudar radicalmente,pois eu comecei a entender realmente como socializar com as pessoas , depois que eu percebi isso eu perdi praticamente toda minha timidez.ai eu parei de fazer anotações e comecei a tentar ser bom numa coisa que eu gostava, matemática eu era o melhor da turma quando se tratava em matemática pessoas que eu nunca sonhava em falar começam a falar comigo ,e professores começam a me admirar e me usam como exemplo ,eu senti uma sensação que eu nunca tinha sentido antes e uma maravilha.em casa eu começo a perder interesse no Minecraft e meus amigos da Internet ficam um pouco mais distantes a cada dia(menos um).na escola eu ainda não tinha amigos porém eu era meio que independente. Era menos pior que ser um anti-social Zé ninguém. Pois eu não tinha medo de falar o que eu pensava as pessoas se surpreendiam por isso.eu sempre tentava fazer ações que chama-sem atenção dos outros ,tipo teve uma. Vez que a professora falou"quem não quiser assistir a aula ,sai agora"eu me levantei peguei minha mochila e fui embora todo mundo ficou tipo "oloko,Boa muleke!" Foi legal.um sentimento que eu sentia era o de sair da escola.meu sonho do 6 ano até o 1 ano era sair daquela escola,mesmo que as coisas estivesem melhorando eu ainda me sentia sozinho .Foi por um milagre de Deus minha outra irmã (a minha irmã legal)estava vendo matrículas para escolas públicas.fiquei muito interessado nisso passei a noite inteira pesquisando sobre escolas estaduais (procurando quais eram as melhores) foi aí que eu vi as 5 melhores pesquisei no site de matrículas e não tinha vagas pra nenhuma delas ,porém eu não desisti e passei literalmente 5 horas atualizando a página até que finalmente apareceu uma vaga para a escola Marco Antônio Villaça uma escola de tempo integral (7:00ate17:30) eu chamei minha mãe pra mostrar que eu consegui aí eu fiz os procedimentos da página e consegui me matricular. Eu não acreditei naquilo eu finalmente fiquei livre do iam eu senti uma sensação de alívio tão grande com felicidade foi ótimo. No último dia de aula mandei a escola toma no cu gritei bem alto "vtnc escola de merda" foi bem legal
2018-esse ano foi o melhor da minha vida, finalmente estava livre do iam.novas pessoas,lugares, experiências.eu consegui da reset na minha vida , Agora eu vou fazer tudo que eu não fiz. O começo foi complicado pois eu tava tão acustumado a ser tratado como um merda que eu achei que eu seria recebido assim porém foi totalmente o contrário,quando cheguei na escola estava bem nervoso. Foi direcionado para quadra, todos os alunos estavam lá.eu fiquei sentado num canto até que começaram a chamar os alunos minha sala era o 2 ano 3 .eu entrei na sala eu vi pessoas conversando e outros que nem eu (novatos)fazendo nada ,a professora chega e fala para os novatos se apresentarem. Essa hora foi bem legal pois depois que eu falei e tal. Eu me senti bem mais confortável.ja que aconteceu muitas coisas vou resumir.nos primeiros 4 meses conheci toda escola e fiz várias amizades.apartir do 7 mês eu fiquei com uma garota durou uma semana mais foi bem legal .hoje às pessoas me conhecem por ser um cara meio louco que faz as coisas por impulso , eu sempre tentei falar com o máximo de pessoas possíveis então a maioria das pessoas já me conhecem a escola só tem 9 salas então da pra ter pelo menos 2 amigos em cada sala.essa escola pra mim e minha segunda casa sou muito grato a minha outra irmã e Deus por terem me ajudado a sair do iam
2019-estou indo para o 3 ano e já comecei a estabelecer várias metas como arrumar uma namorada,dar uma festa,passar no vestibular,ser o melhor da turma e ganhar um dinheiro extra.
Me desejem sorte
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2018.10.15 04:28 brunomattesco eu. preciso muito, muito mesmo de ajuda porfavor

eu sempre amei uma garota como a pessoa que eu mais amava no mundo e era super apaixonado nela, e cerca de uns 4 dias atras, tudo mudou.. eu sei que eu amo ela, mais minha cabeça, OS MEUS PENSAMENTOS não acham que eu amo ela ainda, estamos a 2 meses ficando eu ia pedir ela em namoro no final desse mês, ela já era o amor da minha vida e o dela eu, ela é simplesmente a garota mais perfeita do mundo e a mais linda que já vi, eu estou desesperado, EU TO PERDIDO, eu não sei o que eu faço eu amo muito ela e não quero perde-la de jeito nenhum por favor alguém sabe se isso acontece e é passageiro EU PRECISO MUITO DE AJUDA. ontem eu contei pra ela o que estava acontecendo por ligação de vídeo e eu não conseguia falar que achava que já não a amava como antes, ambos ficamos chorando na call sem parar até que ela desligou e hoje só consegui chorar o dia. inteiro. por favor alguém me ajuda eu.. eu. não sei mais
é a pior coisa que já me aconteceu na vida. alguém por favor seja SINCERO e isso é uma fase e passa e se demora ou não?
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2017.12.01 17:27 tombombadil_uk Quantos de vocês já estão/estiveram/conhecem alguém em um relacionamento abusivo? Já tentaram dar um toque nessa pessoa?

Depois de compartilhar com vocês a história que vivi com essa menina que reencontrei (link aqui) depois de 12 anos, outro assunto ficou aqui na minha cabeça e quis compartilhar com vocês: relacionamentos abusivos. Quantos de vocês passaram, passam ou conhecem alguém que passe por isso?
Eu não sei quantos de vocês aqui já passaram por algo do tipo. Mas essa conversa com a menina que reencontrei, na qual falei sobre as experiências que passei aqueles quatro anos com um relacionamento extremamente tenso. Foi um momento tão traumático da minha vida que eu nem gosto de pensar muito nele, mas essas três semanas relembrando daquela época e a conversa que tive essa semana me fez perceber várias coisas.
Olhando agora, todo esse tempo depois, muito disso soa absurdo e não acredito que me sujeitei a tanto, que perdi tanto da minha vida. Especialmente amigos nessa época tão gostosa que é entre 18~22 anos.
Fica aqui um desabafo sobre o assunto, solidariedade a quem também já passou por isso e possivelmente ligar o alerta para quem pode estar vivendo uma situação dessas. Ninguém é tão bom a ponto de você abrir mão de tudo na sua vida - família e amigos - para poder ficar com aquela pessoa. Você jamais vai ser tão ruim a ponto daquela pessoa "ser a única que vai aturar você" na sua vida.
Se você acha que está vivendo um relacionamento estranho, senta e conversa com um amigo ou amiga. Pede ajuda. Passar por esse perrengue foi bem traumatizante e eu demorei uns dois anos depois do relacionamento para me recuperar completamente. De certa forma, isso me amadureceu MUITO. Mas, ao mesmo tempo, eu gostaria de ter percebido mais cedo o que eu estava vivendo com ela para aproveitar melhor aquela época.
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